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16 jogadores entraram na Justiça contra o clube depois de Paulo Nobre extinguir a modalidade. Mesmo com o fim das atividades, presidente gastou mais de R$ 1 milhão do que Tirone no departamento de esportes não profissionais

O fim das atividades dos esportes não profissionais no Palmeiras já começou a dar dor de cabeça no presidente Paulo Nobre. O iG Esporte apurou que 16 atletas que faziam parte do elenco profissional do futsal entraram na Justiça de Trabalho contra o clube. Eles alegam falta de contribuição previdenciária e pedem indenização por terem sido dispensados na metade da temporada sem aviso prévio da diretoria.

Waguinho, Duduzinho, Rafael Gildo (conhecido pelo apelido Dengue), e Odair Pedro, o Pelé, foram alguns que abriram o processo. As audiências já têm datas marcadas e acontecerão nos meses de maio, julho, agosto e setembro. O advogado Eduardo Novaes Santos é quem está à frente de todas as ações movidas pelos profissionais.

Time de futsal do Palmeiras durante a Liga Paulista
Fabio Menotti/Ag Palmeiras/Divulgação
Time de futsal do Palmeiras durante a Liga Paulista

“O clube dispensou, mas os atletas ficaram sabendo apenas pela internet e imprensa que seria desfeito o time. Muitos jogadores deixaram de firmar contrato com outras equipes, porque elas já estavam com o elenco fechado para a temporada. Isso os prejudicou. Ninguém deu satisfação, eles foram ignorados”, disse Novaes ao iG Esporte .

A reportagem procurou a diretoria do Palmeiras, porém, via assessoria de imprensa, o clube limitou-se a dizer que “o assunto será discutido apenas no âmbito jurídico e, portanto, não se pronunciará”.

Por outro lado, o problema judicial já causa mal-estar dentro do clube. Durante reunião do Conselho Deliberativo para a aprovação do balanço financeiro de 2013, realizada no dia 29 de janeiro, Paulo Nobre foi questionado sobre o caso, mas calou-se diante às perguntas dos sócios. Segundo as fontes ouvidas pela reportagem, a irritação se deve também ao aumento de despesas com o departamento de esportes não profissionais, quando este deveria apresentar uma redução.

O iG Esporte teve acesso aos documentos entregues aos conselheiros, entre eles a “demonstração do resultado dos exercícios” de 2013, no qual consta um aumento de R$ 1.125.667,53 na despesa com o departamento em relação ao último ano da gestão de Arnaldo Tirone. Segundo o informativo, embora o clube tenha arrecadado mais receitas nos esportes não profissionais em 2013 - com a quantia de R$ 1.414.070,05, contra apenas R$ 219.310,85 de 2012 - também aumentou o seu gasto. Saíram dos cofres R$ 5.507.713,03 no ano passado, mais do que em 2012, quando os pagamentos foram de 4.382.045,50.

Indagado sobre os números, o presidente Paulo Nobre respondeu à reportagem que é natural que os resultados ainda sejam tão perceptíveis, uma vez que “haviam contratos a serem cumpridos”. Ele garantiu que a economia está sendo aplicada e em pouco tempo será notada.

A equipe profissional – assim como a sub 20 - da modalidade acabou em julho do ano passado, seis meses depois de Nobre ter assumido a presidência e de o time ter sido eliminado nas quartas de final da Liga Paulista. À época, o cartola afirmou que a meta era de economizar R$ 20 milhões em um ano.

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