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Clube paulista ainda tem esperança de reverter decisão da perda de quatro pontos da Série A do último ano

Flavio Zveiter, presidente do STJD
Gazeta Press
Flavio Zveiter, presidente do STJD

O presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Flávio Zveiter, não acredita em mudanças no Campeonato Brasileiro por conta da luta da Portuguesa para evitar o rebaixamento. Punido pelo STJD com a perda de quatro pontos da Série A do ano passado, o clube paulista ainda tem esperança de reverter a decisão, mas o dirigente acredita no cumprimento da pena.

"As decisões judiciais que vêm sendo proferidas, indeferindo pleitos dos torcedores e do Ministério Público, demonstram um acerto da decisão do Tribunal e dão toda tranquilidade de que o campeonato vai iniciar na data marcada e transcorrer da maneira prevista no regulamento", afirmou Zveiter, antes de debate sobre a violência no futebol, nesta quinta-feira, na Ordem dos Advogados do Brasil.

O Conselho Deliberativo da Lusa deu aval para a diretoria recorrer à Justiça comum contra a punição, mas o presidente do Tribunal preferiu não comentar a hipótese. "É uma decisão da Portuguesa e compete a ela tentar ir ao judiciário para eventualmente rever ou não a decisão proferida pelo STJD", afirmou o dirigente, sem prever ainda uma punição caso a equipe paulista confirme a intenção.

"Vamos aguardar para saber se realmente vai à Justiça comum, para eventualmente a procuradoria denunciar o clube ou não", desconversou. A Portuguesa foi punida por conta da escalação irregular do meia Heverton, que deveria ter cumprido suspensão no jogo da última rodada do Campeonato Brasileiro.

A equipe rubro-verde alega não ter sido informada da punição imposta ao jogador pelo STJD. A perda de pontos fez a Lusa ser rebaixada, salvando o Fluminense da queda no Nacional. Em função da pena, torcedores da Rubro-verde entraram com várias ações, por conta própria, contra a decisão do STJD e obtiveram quatro liminares, mas a CBF cassou todas.

O promotor Roberto Senise Lisboa, do Ministério Público de São Paulo, também se envolveu no caso, entrando com uma Ação Civil Pública, mas teve o pedido de liminar negado.

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