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Torcedor do alvinegro, Bruno Henrique pode fazer seu primeiro jogo diante do Palmeiras, no domingo

Com lances como as famosas embaixadinhas de Edílson na memória, Bruno Henrique não teve dúvidas quando surgiu a possibilidade de defender seu time do coração. Já acertado com o Corinthians, ele acompanhou assustado, de Londrina, a invasão do CT por mais de cem torcedores revoltados, o que não o impediu, quatro dias depois, de fazer sua primeira visita ao Pacaembu e se impressionar com a Fiel.

Bruno Henrique, novo reforço do Corinthians
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Bruno Henrique, novo reforço do Corinthians

"Tive a oportunidade de ver o jogo contra o Bragantino. A torcida é fantástica", disse o jogador de 24 anos, que jamais havia pisado no estádio adotado como casa pelos alvinegros. Por isso, ele ficou admirado com os momentos de barulho das arquibancadas e não ligou para a parte do jogo em que os torcedores organizados se calaram em forma de protesto.

Apesar de corintiano na infância, o paranaense só esteve em sua primeira partida da equipe no ano passado. Foi em Campo Grande, como atleta da Portuguesa, que enfiou 4 a 0 no time do Parque São Jorge. Agora, depois de enfrentar o Corinthians longe de São Paulo e vê-lo jogar no Pacaembu, ele vive a expectativa de vestir a camisa preta e branca pela primeira vez.

A estreia pode ser em condições especialíssimas. De uma só vez, existe a possibilidade de o volante estrear pela equipe de sua infância, atuar pela primeira vez no Pacaembu e encarar o arquirrival Palmeiras. Ele diz que vinha treinando em Londrina e tem condições de entrar em campo no domingo, possibilidade que aumentará se Guilherme não se recuperar da pancada no tornozelo que levou no treino de terça.

"Todo clássico é diferente, Corinthians e Palmeiras ainda mais. O Palmeiras está em um momento bom, mas nada como uma vitória em um jogo desses para dar moral ao time, para dar confiança e tirar a gente dessa situação. O Mano querendo, é lógico que vou querer participar e dar minha contribuição", afirmou Bruno Henrique.

A contribuição certamente não será em forma de embaixadinhas, como as feitas por Edílson na decisão do Campeonato Paulista de 15 anos atrás, mas o reforço corintiano não demorou a apontar sua recordação favorita na rivalidade da qual começará a fazer parte: "Aquele jogo de 1999, o das embaixadinhas".

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