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Clube pernambucano alega que jogou três jogos em um intervalo de 48 horas, o que não é permitido pela CBF

A partida entre Náutico e Guarany de Sobral, válida pela terceira rodada da Copa do Nordeste, que deveria ter sido disputada dia 26 janeiro, mas foi adiada, ainda gera reflexos. Nesta quarta-feira, a diretoria do Náutico entrou com um pedido oficial para que o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) adie o jogo contra o Guarany de Sobral, marcado para as 21h30 (de Brasília) desta quinta-feira.

O corpo jurídico do clube pernambucano alega que fará o terceiro jogo seguido com intervalo de apenas 48 horas entre os compromissos. Isso fere o Regulamento Geral de Competições da CBF, cujo artigo 25 estabelece que "nenhum clube e nenhum atleta profissional poderá disputar partidas sem o intervalo mínimo de 66 horas".

No mesmo artigo, o documento abre uma exceção para que uma equipe jogue duas vezes em um intervalo de 48 horas: "no caso de partidas entre clubes de uma mesma cidade ou que distem entre si menos de 150 quilômetros". A distância entre Recife e Sobral, no entanto, é de mil quilômetros.

"Tivemos uma semana desastrosa. O que está sendo feito com o Náutico é uma falta de respeito com o ser humano. Já perdemos Zé Mario (meia) e Marinho (atacante) com lesões musculares. Além desses, fomos obrigados a poupar outros jogadores para essa partida (contra o Guarany), já que os exames apontaram que eles estavam no limiar para também se lesionarem", disse o presidente Glauber Vasconcelos, em entrevista ao Superesportes .

Terceiro colocado do Grupo D da Copa do Nordeste, o Náutico precisa vencer o Guarany de Sobral por dois gols de diferença para não depender do resultado da partida entre Sport e Botafogo-PB, que se enfrentam também nesta quinta.

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