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A um ano das eleições, Gobbi se afasta de grupo de Andrés e centraliza todas as ações do departamento de futebol

Mário Gobbi conversa com Ronaldo Ximenes, seu principal aliado no clube
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Mário Gobbi conversa com Ronaldo Ximenes, seu principal aliado no clube

As próximas eleições para presidente do Corinthians estão marcadas para fevereiro de 2015. Um ano antes, o cenário é de racha dentro do grupo que assumiu o clube em outubro de 2007 e que hoje tem Mário Gobbi como presidente. Os resultados do campo no início de 2014 aliados à escassez de recursos para investir no futebol só pioram o quadro político do clube e do grupo liderado por Andrés Sanchez, responsável direto pela eleição de Gobbi.

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Um dos principais cabos eleitorais do grupo "Renovação e Transparência", nome dado aos aliados de Sanchez, é André Luiz Oliveira. Muito popular no Parque São Jorge, a sede social do Corinthians, o ex-diretor-administrativo da gestão de Andrés nunca foi próximo de Gobbi, mas o apoiava para manter consenso com o grupo.

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Nas últimas semanas, Oliveira se reuniu com líderes da oposição e não escondeu a sua insatisfação. Pretende apoiar uma terceira via ou até se lançar candidato. Cabo eleitoral de força, ele não pretende trabalhar para Roberto de Andrade, recém diretor de futebol há poucos dias fora do cargo e pré-candidato da situação para a presidência.

"Vou falar uma coisa. Estou atrás de voto, do nosso lado agora só sobrou o meu amigo meu irmão Andrés e estou estou trabalhando", disse Oliveira para amigos numa rede social.

Gobbi se afastou de todos os diretores antes aliados de Andrés. Convocou para o cargo mais importante do departamento de futebol um secretário particular sem qualquer vínculo anterior com o grupo original da gestão pós-Alberto Dualib. Ronaldo Ximenes, atual diretor de futebol, tem família histórica no clube, mas não tinha qualquer representatividade entre os membros do "Renovação e Transparência". 

O ano de 2014 será de vacas magras em relação a contratações e por isso o resultado do campo afeta quem pretende ser candidato. Tanto por isso como para ajustar melhor sua campanha, Roberto de Andrade se afastou do clube para reforçar sua participação na construção nos títulos entre 2011 e 2013. Gobbi não pretende se candidatar e um ano ruim não afetaria, em tese, o candidato que terá seu apoio. 

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