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Após marcar o primeiro gol do Palmeiras sobre o São Paulo, chileno fez questão de passar em frente ao goleiro

Valdivia em ação pelo Palmeiras no clássico
Leandro Martins/Futura Press
Valdivia em ação pelo Palmeiras no clássico

Logo após abrir o placar da vitória do Palmeiras sobre o São Paulo neste domingo, Valdivia fez questão de passar em frente a Rogério Ceni, seu desafeto, sem olhar para o goleiro. O veterano são-paulino, contudo, ergueu o pé, quase derrubando o chileno e ainda deu um tranco em Alan Kardec. Mas nada disso foi visto pelo meia, que ignora a tentativa do rival.

"Não vi porque saí comemorando o gol. E o que ele fez não me interessa", disse o camisa 10, que chega a dar um salto no momento em que quase é atingido pelo pontapé, como se, na verdade, estivesse ciente do que ocorria.

De qualquer forma, o meio-campista abriu um sorriso diante das perguntas sobre o ocorrido. "Espero que ele não tenha tido a intenção de me acertar, mas não vi", afirmou, antes de adotar um tom irônico.

Ao ouvir um repórter que não viu a jogada apontar que seria improvável a tentativa de rasteira do camisa 01 tricolor, o riso do meia aumentou. "Claro, não acredito que um ídolo do futebol brasileiro tenha tentado me acertar. Como não vi, não posso falar", prosseguiu, feliz.

Assim que deixou o Pacaembu, Valdivia colocou uma foto de sua comemoração e de seu filho no Instagram. A mensagem foi escrita em espanhol. "Silêncio silêncio!!! Filho, este gol foi para você, passou por uma operação na qual pedi a Deus para te cuidar. Te amo, meu filho, é meu anjo com sua irmã!!! Silêncio silêncio para eles.

O pedido de silêncio pode ser uma alusão à agressão que realmente sofreu de Rogério Ceni. Na semifinal do Paulista de 2008, o chileno fez o gol da classificação palmeirense no Palestra Itália e passou em frente ao goleiro com o dedo indicador na boca. Levou um tranco do zagueiro Miranda e, logo depois, Ceni empurrou seu rosto com a mão.

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