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"Tendo jogado no Corinthians ou não, tenho meu estilo de jogo e isso não vai mudar muita coisa", assegurou o meia

Reforço apresentado com mais badalação pelo Palmeiras em seu centenário, Bruno César carrega o Corinthians não só no currículo, já que foi pelo clube que teve sua melhor temporada, em 2010. O meia lembra Carlitos Teves, ídolo do arquirrival, e é chamado pelo nome do argentino de forma bem-humorada desde quando atuava pelo time B do Verdão.

Bruno César é apresentado pelo Palmeiras
Divulgação
Bruno César é apresentado pelo Palmeiras

"Começou aqui o apelido de Tevez, no Palmeiras B. Sou um pouco parecido e, na época, eu tinha o cabelo grande. Por isso, ficou. Mas o cabelo caiu um pouquinho e já esqueceram. Fiquei fora do Brasil por três anos", apostou o jogador, vítima da calvície acima da nuca. A semelhança com o hoje atleta da Juventus, porém, pode ser repetida no reencontro do camisa 30 com Bruno e Wendel, com quem jogou na equipe secundária do Verdão.

Desde sua dispensa no Palmeiras, em 2007, Bruno César passou por Grêmio, Ulbra-RS, Noroeste e Santo André até chamar atenção nacionalmente com a camisa corintiana, sendo destaque do time que quase garantiu o título brasileiro no ano do centenário alvinegro. Passado que não pesa para a nova chance no time alviverde, como garante o meia que se diz palmeirense.

"Independentemente de ter jogado e feito uma grande temporada em 2010 pelo Corinthians, com bons jogos e gols, não vai ter pressão. As torcidas de Palmeiras, Corinthians e São Paulo me conhecem. Tendo jogado no Corinthians ou não, tenho meu estilo de jogo e isso não vai mudar muita coisa", assegurou.

A principal característica ele garante que não perdeu enquanto atuou por Benfica, de Portugal, e Al Ahli, da Arábia Saudita. "Continuo chutando para caramba ainda", sorriu o meia que, em 2011, antes de ser negociado, ironizou Valdivia em treino no Corinthians simulando um "chute no vácuo" - dias antes, o chileno tinha se machucado ao tentar a jogada em um Derby.

Agora, Bruno César só pensa na parceria com o camisa 10. "O Valdivia mostrou suas qualidades em todo tempo que está aqui e no último jogo. Tem condições absolutas de estarmos juntos porque ele é destro e jogo centralizado ou pelo lado, como aprendi com o Jorge Jesus enquanto estive no Benfica. Aprendi a marcar também."

São as garantias de pensamento palmeirense do jogador que abriu mão de dívida de US$ 630 mil (R$ 1.522.017,00) do Al Ahli, além dos salários de dezembro e janeiro com o clube árabe, para assinar com o Palmeiras até 31 de dezembro - ao final do contrato, custará cerca de R$ 16 milhões para ficar em definitivo.

"Sempre deixei clara a minha vontade de voltar porque a adaptação estava ficando difícil na Arábia. O Palmeiras foi o mais interessado, falei com o Kleina que gostaria de ajudar e abri mão de coisas para estar aqui. Foi muito demorado, fiquei muito ansioso, mas o mais importante é que deu certo e estou vestindo a camisa do Palmeiras em um ano importante para clube. Quero conquistar tudo", declarou Bruno César, que trabalha para estrear contra o Corinthians, no dia 16.