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Oswaldo reclamou pelo Corinthians ter atuado no sábado, enquanto o seu time jogou no domingo contra o Ituano

Paulo André, zagueiro do Corinthians
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Paulo André, zagueiro do Corinthians

O zagueiro Paulo André não vê grande vantagem do Corinthians por ter um dia a mais do que o Santos na preparação para o clássico de quarta-feira, pelo Campeonato Paulista. Depois de o técnico santista Oswaldo de Oliveira ter indicado um favorecimento corintiano na tabela, o zagueiro afirmou que a falta de tempo entre os jogos é um problema para todos.

"Não tem muito a ver. Realmente, um dia faz diferença, mas nós sofremos contra o São Bernardo, quando tivemos um dia a menos, e agora temos um dia a mais de descanso. No fim das contas, fica equilibrado. É ruim para todo mundo. Todos saem devendo nesta história, mas a diferença é mínima e não é suficiente para nosso time ter vantagem", comentou.

Oswaldo de Oliveira reclamou pelo Corinthians ter atuado no sábado, diante do São Bernardo, enquanto o Santos jogou no domingo contra o Ituano. Assim, o time dirigido por Mano Menezes teve um dia a mais na preparação para o jogo na Vila Belmiro.

No papel de um dos líderes do Bom Senso FC, que prega mudanças no futebol nacional, Paulo André aproveitou o debate para reclamar do calendário, alegando que não pagaria ingressos para ver a maior parte dos jogos do Estadual.

"Seria capaz de assistir a clássico, mas o resto nem me pagando. O espetáculo está ruim, e o pessoal prefere ir à praia. Nosso torcedor é apaixonado e levamos 12 mil pessoas ao estádio no sábado à noite, mas a média dos Estaduais no Brasil não passa de três mil. O Brasileiro tem média de 13 mil, ficando atrás de campeonatos de Austrália, Estados Unidos... Há ingresso caro, violência, espetáculo de baixa qualidade... Lamento, porque sou apaixonado por futebol e espero que a gente consiga resgatar a paixão do público", comentou.

Mesmo com o Bom Senso pregando a diminuição no número de jogos, Paulo André ainda se mostrou preocupado com a situação das equipes menores com a redução das partidas na primeira fase do Estadual. "Não sei como os times aguentam e continuam aceitando este formato", lamentou.

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