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Técnico prefere abrir mão dele nos primeiros jogos do ano para que possa participar dos duelos mais importantes

Valdivia só começou a trabalhar tecnicamente com os colegas nesta semana cumprindo a programação de só estrear neste domingo. Gilson Kleina, contudo, ainda não se sente capaz de garantir que o jogador mais caro do Palmeiras estará em campo na visita do time ao Atlético Sorocaba.

Valdivia ainda não sabe se estreia no domingo
Edno Luan / Futura Press
Valdivia ainda não sabe se estreia no domingo

"Se o Valdivia tiver condições, é óbvio que vamos levá-lo. Mas temos que ver se ele tem condição. Nossa preparação é para que ele tenha uma sequência", comentou o treinador, repetindo a filosofia de poupar o chileno até de treinos para que não se torne desfalque com tanta frequência.

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O meio-campista, contudo, já faz falta. "Precisávamos de um jogador como ele para cadenciar o jogo contra o Comercial. O Felipe Menezes até tenta fazer isso e o Mendieta e o Marquinhos Gabriel também têm essa condição, mas o Valdivia é um jogador especial para nós", comentou.

Mas a calma com o camisa 10 virou estratégia no primeiro semestre do ano passado, quando ele quase não jogou. Valdivia foi reserva e até poupado na metade final de 2013 e esteve mais vezes em campo, tornando-se importante na conquista da Série B do Brasileiro.

O meia, porém, teve problema em todos os jogos decisivos do time desde sua volta, em agosto de 2010. Na última temporada, desfalcou a equipe nas decisões do Paulista, da Libertadores e da Copa do Brasil, sempre por contusão.

Por isso, para este ano, Kleina prefere abrir mão dele nos primeiros jogos do ano para que possa participar dos duelos mais importantes. "A equipe cresce muito com o Valdivia", reforçou o treinador, tão cauteloso com seu atleta mais caro que nem o usou no jogo-treino de terça-feira, contra o São Caetano.

Renato e Juninho se machucam e impedem estreias

Leandro, Mendieta, Marquinhos Gabriel e Rodolfo não puderam fazer seu primeiro jogo pelo Palmeiras em 2014 nesta quinta-feira por azar de colegas. Juninho e Renato se machucaram e precisaram ser sacados durante a vitória por 2 a 0 sobre o Comercial, comprometendo a estratégia de Gilson Kleina para a partida.

"Tínhamos um planejamento e não aconteceu. Conversei no intervalo com o Leandro para entrar no lugar do Mazinho, mas não deu pelas circunstâncias do jogo", comentou o treinador. "Jogamos em um campo comprido e pesado, desgastou nosso time. Perdemos jogadores e fizemos reposição para continuar com o sistema."

Juninho deixou a partida reclamando que sentiu um estalo no pescoço e saiu com suspeita de torcicolo. Já Renato saiu de maca quase chorando por conta de forte incômodo no ombro esquerdo. "Espero que não seja tão grave, mas o garoto estava com muita dor e o tempo é curto", lamentou Kleina.

No lugar de Juninho, William Matheus entrou e fez sua estreia. "Falei para o William que ele entraria em um jogo muito corrido e para enfrentar o Cassiano Bodini e o Graffite, que estavam perigosos e eu já tinha puxado o Mazinho para marcar por ali. Mas ele entrou bem. Na primeira e na segunda bola levou vantagem e já pegou confiança. Entrou com muita personalidade, convencendo", elogiou Kleina.

Na vaga de Renato, foi escalado França, recém-contratado volante que já tinha estreado saindo do banco durante a vitória sobre o Linense no sábado. A outra substituição teve Felipe Menezes na posição de Wesley, que estava desgastado e citou acordo com a comissão técnica para não se cansar e se machucar neste início de ano.

"Tivemos reposição e é importante poder substituir com quem tem qualidade e personalidade para ser titular independentemente de não começar jogando. Mas não é o ideal fazer duas, três estreias a cada jogo", comentou Kleina, já pensando na escalação para visitar o Atlético Sorocaba no domingo.

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