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Com gols de Juninho e Wesley, time de Gilson Kleina define segunda vitória no Paulistão ainda no 1º tempo

O torcedor do Palmeiras ainda não viu nenhuma atuação de gala, mas os resultados, por enquanto, seguem incontestáveis no centenário. Com menos sofrimento do que na estreia do Campeonato Paulista, o time não se assustou no primeiro jogo de Lúcio e manteve-se com 100% de aproveitamento ao fazer 2 a 0 no Comercial.

Jogando em campo que tinha um buraco da lateral ao círculo central, o Verdão contou com a fragilidade do adversário em Ribeirão Preto para definir o placar no primeiro tempo. Juninho foi premiado pela falta de reflexo do veterano goleiro Júlio Sérgio, aos 13 minutos, e Wesley fez um golaço ao chutar forte, de primeira, aos 37.

Após o intervalo, a equipe entendeu que precisava marcar para garantir os três pontos e, assim, não teve problemas. Em segundo lugar no grupo D do Estadual, atrás do Bragantino no saldo de gols, o Palmeiras visita o Atlético Sorocaba às 17 horas (de Brasília) de domingo. O Comercial, penúltimo colocado do grupo A sem nenhum ponto somado, vai à Bragança Paulista enfrentar o Bragantino no mesmo dia, às 19h30.

O jogo

Apesar de treinado durante quase toda a atividade tática de quarta-feira com três zagueiros, Gilson Kleina mandou o Palmeiras a campo em um 4-2-3-1, com Marcelo Oliveira e Renato como volante e Serginho, Wesley e Mazinho na linha de armação para Alan Kardec. A ideia era preencher o meio-campo com velocidade nas pontas.

Na zaga, o estreante Lúcio arrancou aplausos ao, em uma de suas primeiras jogadas, aplicar um belo drible. Confiante, deu dois lançamentos errados, mas a opção era uma alternativa à dificuldade do time em aparecer no campo adversário. Na defesa, o veterano mostrou bom posicionamento ao lado de Henrique, marcando os adversários.

Juninho comemora seu gol diante do Comercial
CÉLIO MESSIAS/Gazeta Press
Juninho comemora seu gol diante do Comercial

O problema do Verdão era na armação. O Comercial isolou a dupla de volantes do trio de armação palmeirense. O time de Ribeirão Preto tinha luta, mas não qualidade para dar trabalho. Mesmo assim, sua marcação obrigou até Alan Kardec a vir para o meio-campo buscar a bola.

Para confundir o rival, Kleina inverteu Serginho e Mazinho, colocando o primeiro na esquerda e Mazinho na direita. Deu certo, graças à fragilidade do Comercial. Mazinho pressionou o adversário e conseguiu um lateral. Na cobrança, Juninho teve tempo e espaço para aproveitar rebote na marca do pênalti e, com chute fraco, venceu o veterano Júlio Sérgio para abrir o placar aos 13 minutos.

Todos os jogadores do Verdão, então, deram um passo à frente para se aproveitar da fragilidade adversária. Assim, aos 20 minutos, Serginho acertou um belo voleio na pequena área, mas seu gol foi erroneamente anulado por impedimento - quatro rivais davam condição ao meia-atacante.

Ainda longe da plenitude física, o Palmeiras dava ao Comercial chance de sonhar em cobranças de falta, mas Fernando Prass estava bem. Em meio à preocupação para preencher a entrada de sua área, o Verdão conseguia boas jogadas, como uma sequência de dribles que Renato concluiu cruzando para Alan Kardec finalizar com perigo.

Quando teve gás, o Verdão pressionou a saída de bola e ampliou o placar. Aos 37 minutos, a bola sobrou para Wesley pegar de primeira e fazer um golaço, acertando uma bomba no canto direito, estufando as redes. Coube ao Comercial ir para o intervalo entendo que o adversário precisou finalizar bem menos para fazer 2 a 0.

Lúcio estreou com a camisa do Palmeiras diante do Comercial
THIAGO CALIL/Photopress/Gazeta Press
Lúcio estreou com a camisa do Palmeiras diante do Comercial

Na volta para o segundo tempo, Toninho Cecílio, técnico do Comercial, tirou Marcelo Toscano, atacante que mais deu trabalho na etapa inicial. Logo nos primeiros minutos após o intervalo, porém, Cassiano Bodini deixou Wendel no chão para finalizar perto do travessão de Fernando Prass, levando bastante perigo.

O recado era claro: os mandantes iriam aproveitar sua melhor condição física para pressionar. O que se viu durante toda a partida foi o time alvinegro trocando passes no campo do Palmeiras. Quase todos inúteis. O Verdão entendeu que precisaria marcar e bloqueou os passos, abdicando de aparecer bastante no ataque para garantir os três pontos.

Neste panorama, Kleina aproveitou para promover a estreia de William Matheus no lugar de Juninho e temeu pela saída de Renato, volante que saiu com dores no ombro esquerdo. Prova de que o Palmeiras já poderia pensar nas próximas rodadas, porque os três pontos estavam garantidos em Ribeirão Preto.

FICHA TÉCNICA
COMERCIAL 0 X 2 PALMEIRAS

Local: estádio Dr. Francisco de Palma Travassos, em Ribeirão Preto (SP)
Data: 23 de janeiro de 2013, quinta-feira
Horário: 21 horas (de Brasília)
Público: 8.815 pagantes
Renda: R$ 420.415,00
Árbitro: Welton Orlando Wohnrath (SP)
Assistentes: Marco Antonio Gonzaga da Silva e Renata Ruel Xavier de Brito (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Guilherme Ceretta de Lima e Jose Claudio Rocha Filho (ambos de SP)
Cartão amarelo: Marcus Winícius (Comercial)

Gols:
PALMEIRAS: Juninho, aos 13, e Wesley, aos 37 minutos do primeiro tempo

COMERCIAL: Júlio Sérgio; Graffite (Leandrinho), Edimar, Renê e Wilian Simões; Xaves, Marcus Winícius e Cacá (Leandro Oliveira); Marcelo Toscano, Cassiano Bodini e Macena (Rodrigo Jesus)
Técnico: Toninho Cecílio

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Henrique e Juninho (William Matheus); Marcelo Oliveira e Renato (França); Serginho, Wesley (Felipe Menezes) e Mazinho; Alan Kardec
Técnico: Gilson Kleina

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