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Jogador diz que clube português pode dificultar sua permanência após junho, quando encerra o empréstimo

Alan Kardec prevê negociação difícil com o Benfica
Leandro Martins/Futura Press
Alan Kardec prevê negociação difícil com o Benfica

A permanência de Alan Kardec no Palmeiras no segundo semestre é um desejo do atacante e do clube. Porém, para a renovação ser concretizada, o clube precisa chegar a um acordo com o Benfica, que detém os direitos do atleta. Mesmo com a esperança de que haja um acerto entre as diretorias, o jogador admite que o time português pode ser exigente nas conversas.

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"É difícil dizer como será, porque tem um valor pré-estabelecido, que pode ser negociável ou não. A relação entre as diretorias é muito boa e isso pode ajudar. Não sei dizer se é melhor começar a negociar agora ou se deixa para falar em cima da hora. O Benfica é duro na queda, sei da dificuldade que foi para ficar no Santos", afirmou.

Kardec chegou ao Benfica em 2010, sendo emprestado ao Santos em 2011. No ano seguinte, quando o Santos tentou mantê-lo no elenco, o time português endureceu nas negociações e rejeitou a renovação, até porque as duas diretorias não se davam bem.

Como estava sem espaço na equipe de Lisboa, o atacante acabou emprestado ao Verdão em julho do ano passado, em acordo que se estende até o meio de 2014. Se quiser comprar os direitos do jogador, o Palmeiras terá de pagar cerca de R$ 16 milhões, mas a esperança da diretoria é reduzir o valor estipulado em contrato. Agora, Kardec acha que já há conversas para viabilizar sua permanência.

"Sei que algumas conversas podem estar acontecendo, mas procuro não me meter, porque o futebol é dinâmico. O que fiz no ano passado foi importante, mas agora é ano novo e tenho de fazer até melhor. Tenho vontade de permanecer, mas vou deixar nas mãos dos meus agentes. Espero que aconteça do jeito que queremos", ponderou.

O que aumentou a esperança de Kardec em relação à continuidade no Palmeiras foi o final feliz na negociação de Leandro. Depois de ter visto o Verdão adquirindo os direitos do ex-gremista, o atacante entende que sua história pode ter o mesmo desfecho.

"Dá até um ânimo. Sabemos das dificuldades não só do Palmeiras, mas de muitos clubes brasileiros. Mas, quando vê uma contratação dessas acontecendo, você se anima, porque se identifica com a equipe. Conheço todo mundo aqui, adoro o Palmeiras e a cidade", argumentou.

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