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Principal nome do futebol português, ex-jogador sofreu parada cardiorrespiratória e morreu aos 71 anos

O luto pela morte do maior jogador da história de Portugal foi oficializado. O presidente do país, Aníbal Cavasco Silva, decretou pesar de três dias pelo falecimento do ex-atacante do Benfica e da seleção portuguesa Eusébio. O maior artilheiro da história das Águias com 727 gols sofreu parada cardiorrespiratória por volta das 3h30 da manhã deste domingo e chegou a ser levado ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) antes de morrer aos 71 anos.

No início desta tarde, Aníbal fez um pronunciamento público no qual exaltou o "desportista de exceção" e a "pessoa de qualidades humanas excepcionais e de grande humildade". "O país chora a sua morte, o país está oficialmente de luto. A melhor homenagem que se pode prestar a Eusébio é seguir o seu exemplo, enquanto desportista e ser humano. Em nome de Portugal, até sempre, Eusébio", disse o presidente de Portugal, claramente emocionado.

Quem também se pronunciou oficialmente foi o primeiro-ministro do país, Pedro Passos Coelho. Ele destacou o "talento, dedicação e carisma" do Pantera Negra. "Eusébio levou a bandeira de Portugal e o nosso orgulho aos quatro cantos do mundo. Com Eusébio, e com as memórias do Pantera Negra dominando os gramados, o esporte, o país, a nossa história e a nossa ambição coletiva se misturam. Essa memória nunca se apagará", afirmou.

O triste domingo também foi de inúmeras homenagens a Eusébio em Portugal. Centenas de fãs prestaram tributo ao craque em frente à estátua do ex-atacante na parte externa do Estádio da Luz. O corpo do ex-jogador será velado também na casa do Benfica, que ainda será palco da grande final da Liga dos Campeões neste ano.

Eusébio faleceu na madrugada deste domingo, em Lisboa, devido a uma parada cardiorrespiratória. O Pantera Negra já havia sofrido um AVC há dois anos, na Polônia. Craque do Benfica durante as décadas de 1960 e 70, ele conquistou 11 Campeonatos Portugueses e dois títulos europeus pelas Águias. O auge do ex-atacante foi na Copa do Mundo de 1966, quando sagrou-se o artilheiro do Mundial ao marcar nove gols em seis jogos e liderou Portugal na campanha que resultou no terceiro lugar, a melhor posição do país na história do torneio.