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Juvenal Juvêncio quer mais oportunidade para os garotos da base e se diz motivado para contratar medalhões

Juvenal Juvêncio exalta base de Cotia
Gazeta Press
Juvenal Juvêncio exalta base de Cotia

Juvenal Juvêncio não deixa passar uma oportunidade para exaltar as qualidades do Centro de Formação de Atletas Laudo Natel. O presidente do São Paulo se orgulha da estrutura erguida em Cotia durante sua gestão e rasga elogios a cada geração formada no local, principalmente após uma temporada tão frustrante como a última.

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"Sou mais abordado pelo exterior para tirarem os garotos do que sobre os barbados da Barra Funda. Antes, o europeu queria o jogador de 25 anos, casado, experiente. Hoje, eles querem esses garotos, baratos, criam do jeito que querem, ficam em um time por dois anos e voltam para o time que comprou. Aí podem ganhar dinheiro ou qualificar o elenco. O europeu quer isso aqui, não os velhos. Esses estão voltando", criticou o mandatário.

Desmotivado a fazer grandes contratações após o fracasso dos últimos medalhões, Juvenal pede que os torcedores assistam à Copa São Paulo de Juniores para conhecerem o futuro do Tricolor. "Cotia é uma dádiva divina, vocês vão ver esses moleques jogando este ano, é uma barbaridade. Temos muito talento e todos vão ver isso desta vez. O nosso futuro é brilhante. O nosso futuro é o presente", profetizou, antes mesmo da estreia contra os japoneses do Kashiwa Reysol pelo grupo W da Copinha -- o jogo terminou empatado em 1 a 1, frustrando os planos presidenciais.
Enquanto jovens como Gabriel Boschillia e Joanderson têm prestígio de sobra com o presidente, os veteranos seguem em baixa. Apesar de valorizar o trabalho feito para contratar Lúcio, Jadson, Paulo Henrique Ganso, Osvaldo e Luis Fabiano, Juvenal não deixa de criticar o desempenho abaixo do esperado das maiores estrelas do elenco tricolor. "Eu trouxe uns e não me dei bem. Os salários são altos, os hábitos são outros e você paga o preço da fama".

Entre todas as elucubrações sobre o potencial do São Paulo em revelar talentos, Juvenal Juvêncio também mostra consciência de que o resultado não pode ser creditado apenas ao clube: "Quem não nasceu para esse negócio, não adianta forçar. A gente não fabrica atleta. Temos um CT maravilhoso, mas ninguém aprende a jogar bola lá. É nato da pessoa, a gente só aprimora".

Juvenal parece ter mudado até mesmo a postura em relação à utilização dos garotos no time profissional. Antes crítico veemente dos técnicos que não apostaram na base, o presidente agora reconhece que é necessário esperar o momento certo para lançar os jovens, mas não deixa de lamentar pelo período de incertezas vivido pelos atletas na transição da base para o time de cima.

"Eles querem que os garotos encorpem mais, que fiquem mais robustos para os choques, eu entendo isso. Sei que demora um pouco para poder usar a competência deles. São mais frágeis? São, mas têm mais competência. É uma pena que fiquem à deriva, pois têm muita qualidade. Os técnicos não querem usá-los aos 18 anos, querem somente aos 20", opinou.

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