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Técnico nega motivação financeira e diz que recebe menos no time inglês do que ganhava no Real Madrid

Jose Mourinho, técnico do Chelsea
Damir Sagolj/Reuters
Jose Mourinho, técnico do Chelsea

O técnico do Chelsea, José Mourinho, pretende ter vida longa no comando do time inglês. Ele conversou com a imprensa antes do clássico diante do Arsenal nesta segunda-feira e falou sobre o seu futuro.

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"Realisticamente, espero que no final destes quatro anos nos sentemos, analisemos a situação e que a esta altura ambos, o clube e eu, estejamos felizes em continuar ou felizes em nos separar", disse Mourinho à imprensa britânica.

"Mas eu gostaria (de ficar), digamos, por 12 anos. Farei 51 no mês que vem. Eu diria 12 anos, e aí dois para ir a uma Copa do Mundo com uma seleção. Eu preferiria a seleção portuguesa. A Inglaterra como segunda (opção)."

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O português voltou em junho ao time londrino, pelo qual foi campeão inglês em 2005 e 2006 após vitoriosas passagens pela Inter de Milão e o Real Madrid.

Apesar da carreira bem sucedida - sete títulos nacionais na Europa e dois da Liga dos Campeões -, Mourinho nunca completou quatro temporadas no mesmo clube.

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Na sua passagem anterior pelo Chelsea, saiu brigado com o proprietário, o bilionário russo Roman Abramovich. Em maio, deixou o Real Madrid, também após desentendimentos internos.

O português chegou a ser cotado para substituir Alex Ferguson, que se aposentou em maio após 26 anos como treinador do Manchester United. Mas Mourinho optou por regressar ao Chelsea, onde continua sendo reverenciado por dar um título ao clube após um hiato de meio século.

Ele disse que sua motivação não foi financeira. "Saí (do Real Madrid) porque quis, não porque quiseram que eu saísse... Se eu estivesse aqui por razões financeiras, não estaria recebendo bem menos dinheiro do que no Real Madrid, onde ainda tinha mais três anos de contrato."

O desafio dele em Londres inclui melhorar uma defesa cheia de furos e encontrar uma fórmula para que seus atacantes voltem a marcar gols. Além disso, Mourinho precisa de ajuda para formar um talentoso grupo de jovens que deverá substituir a geração de John Terry, Ashley Cole e Frank Lampard - os pilares da primeira passagem dele por Stamford Bridge.

Desde então, o Chelsea teve sete treinadores, e não é à toa que o principal pedido de Mourinho é por paciência. "A melhor forma (de comandar um time) é com estabilidade. Para os jogadores, se você quiser que eles cresçam, é muito melhor com estabilidade. Nas ideias, na filosofia, no modelo de jogo, no estilo de liderança. Isso tudo vem da estabilidade nos níveis mais altos, com os proprietários, o conselho e, depois disso, o técnico."

*com Reuters

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