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Atlético-MG decepcionou a torcida ao ser derrotado nas semifinais pelo Raja Casablanca, time da casa

Reuters

Mohsine Moutaouali comemora o gol do Raja Casablanca contra o Atlético-MG
Matthias Schrader/AP
Mohsine Moutaouali comemora o gol do Raja Casablanca contra o Atlético-MG

Apesar de apostar no sucesso da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014, a dupla tetracampeã do mundo em 1994 Carlos Alberto Parreira e Mario Zagallo vê com preocupação a queda de nível técnico dos times brasileiros e entende que uma nova conquista do Mundial de Clubes, como fez o Corinthians no ano passado, está cada vez mais difícil.

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O Atlético Mineiro decepcionou a torcida no Mundial ao ser derrotado nas semifinais pelo marroquino Raja Casablanca, time da casa. A equipe mineira repetiu o fracasso do Internacional, que perdeu para o modesto Mazembe em 2010.

Há dois anos, o Santos foi humilhado pelo Barcelona, mesmo com o jovem Neymar defendendo o time brasileiro.

"Hoje os nossos clubes não têm condições de participar no mano a mano com os times europeus", disse Zagallo, ex-técnico e coordenador da seleção.

O atual coordenador técnico do Brasil, Carlos Alberto Parreira, destacou a carga emocional que os brasileiros dão ao Mundial de Clubes, enquanto os europeus valorizam menos as conquistas e fracassos na competição.

"Temos que analisar o futebol brasileiro pela seleção brasileira. Os europeus cumprem tabela no Mundial e nós é que exageramos a importância de um jogo", avaliou Parreira.

"Queria que a gente ganhasse sempre, mas a perda ou a vitória é relativa. O que importa mais é a seleção brasileira e ela está bem pra caramba", completou.

Parreira cita ainda a discrepância financeira entre times brasileiros e europeus. Com o caixa mais robusto, os europeus acabam também levando vantagem técnica sobre os times brasileiros.

"A diferença existe porque eles chegam aqui e compram os três ou quatro melhores jogadores e você tem que recomeçar tudo de novo. Sem receita fica difícil. Você sempre fica a mercê dos europeus", disse Parreira.

Zagallo avalia que, por outro lado, a ida precoce dos jogadores brasileiros favorece o amadurecimento dos atletas e acaba ajudando a seleção brasileira.

"Já perdemos uma vez em casa e não podemos perder outra em casa. Não há outra alternativa. O Brasil tem que ganhar a Copa em casa e estou confiante nisso", afirmou Zagallo.

O Brasil está no Grupo A do Mundial ao lado de México, Croácia e Camarões.

O próximo amistoso do Brasil será com a África do Sul no ano que vem, e a CBF tenta marcar outros jogos com seleções que não virão ao Mundial. Times como Sérvia, República Tcheca, Costa Rica e um africano estariam no planejamento.