Tamanho do texto

Projeto só poderia ser aprovado caso 75% dos conselheiros estivessem presentes na votação

Torcida no Morumbi leva bandeira para homenagear Rogério Ceni
Léo Pinheiro/Futura Press
Torcida no Morumbi leva bandeira para homenagear Rogério Ceni

Depois de um ano turbulento dentro de campo, o São Paulo entrou de vez em clima eleitoral nesta terça-feira. Em reunião convocada para ratificar o contrato da cobertura, da nova arena e dos estacionamentos do Morumbi, membros da oposição se abstiveram e a definição do assunto foi adiada.

Deixe o seu recado e comente esta notícia com outros torcedores

O projeto só poderia ser aprovado caso 75% dos conselheiros estivessem presentes na votação, número que não foi alcançado em nenhuma das chamadas. O boicote foi organizado por partidários de Kalil Rocha Abdalla, ex-diretor jurídico da gestão do presidente Juvenal Juvêncio e agora candidato da oposição às eleições de abril.

Os oposicionistas acusam a situação de manter o contrato da obra longe do alcance dos conselheiros e exige que detalhes sejam revelados antes que a votação seja iniciada. De acordo com as normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), no entanto, não é permitido que o contrato seja exibido na íntegra antes de ser assinado.

Com a votação adiada, os membros da oposição - alguns ficaram do lado de fora do Salão Nobre nesta terça - esperam que uma nova reunião seja convocada e que as dúvidas sejam esclarecidas. O grupo liderado por Abdalla garante que apoia a modernização do Morumbi, mas pede que o processo seja feito às claras.

Já Carlos Miguel Aidar, candidato de Juvenal Juvêncio na corrida eleitoral, alega que quem se considera um verdadeiro são-paulino não poderia criar entraves para a construção, atualmente estimada em pouco mais de R$ 400 milhões. O valor será bancado por um fundo de investimentos organizado pela construtora Andrade Gutierrez, sem custos para o São Paulo.