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Paulo Nobre aceitou a proposta de cerca de R$ 6,5 milhão três meses depois de o Grêmio ter oferecido R$ 11 milhões ao então presidente Arnaldo Tirone

Em fevereiro de 2013, o Palmeiras vendeu o atacante Barcos, então seu principal jogador, ao Grêmio. Hoje, dez meses depois, o negócio continua repercutindo nos corredores do Palestra Itália e registra uma "perda" de R$ 4,5 milhões. A transferência, ainda não esclarecida pelo presidente Paulo Nobre, interfere até na montagem do elenco para a próxima temporada.

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Venda de Barcos ainda é caso no Palmeiras
SÉRGIO BARZAGHI/GAZETA PRESS
Venda de Barcos ainda é caso no Palmeiras


No início de 2013, Nobre aceitou negociar Barcos por um valor 59% abaixo dos R$ 11 milhões oferecidos pelo Grêmio em novembro de 2012. Naquela ocasião, o então presidente Arnaldo Tirone recusou a proposta porque estava em fim de mandato, e depois chegou até a prorrogar o contrato do argentino.

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Porém, 18 dias depois de assumir o Palmeiras, no dia 8 de fevereiro deste ano, Nobre incluiu Barcos numa troca por um "pacotão" de jogadores do Grêmio. Na oportunidade, ele alegou ter dívidas com a LDU, clube anterior do jogador, e com o próprio atacante. Sendo assim, o Palmeiras recebeu cerca de R$ 4 milhões pelo atleta e repassou aos gaúchos duas dívidas: a de R$ 1,5 milhão com a LDU e a de R$ 1 milhão com o profissional. No fim, o negócio foi sacramentado por R$ 6,5 milhões.

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O prejuízo poderia até diminuir com os quatro atletas emprestados pelo Grêmio. Entretanto, apenas o atacante Leandro tem chances de permanecer, embora as conversas não tenham evoluído. O motivo: o pedido salarial do atleta foi considerado alta pela cúpula alviverde. Apesar de o Palmeiras ter a prioridade no negócio, à reportagem do iG Esporte , o executivo de futebol do clube gaúcho, Rui Costa, afirmou que recebeu diversas sondagens pelo jogador.

Outro desvantagem palmeirense no negócio é o "quinto jogador" que nunca chegou à Academia de Futebol. Há dois meses, o diretor executivo José Carlos Brunoro chegou a dizer que havia desistido de envolver mais um atleta na troca, porém, a "desistência" teria outro motivo: a ausência de documentação que comprove tal débito gremista.

Palmeiras e Grêmio jamais documentaram a necessidade de incluir um quinto atleta na troca, tampouco acertaram uma eventual compensação financeira. Desta forma, o clube paulista não teria como exigir do Grêmio mais nenhum jogador. "Isso não está em contrato. Nós fizemos até um esforço para o Palmeiras ter mais um atleta, mas não temos esse compromisso. Todavia, isso não nos impede de negociar outros jogadores. Temos uma boa relação, de respeito", disse Costa ao iG .

O Palmeiras precisará demonstrar agilidade no mercado se quiser reforçar o elenco no ano do centenário. O tempo, a falta de dinheiro e a concorrência são adversários difíceis de serem vencidos.

Veja os jogadores envolvidos na troca de Barcos entre Palmeiras e Grêmio: 

Vilson - zagueiro

Titular absoluto na defesa do Palmeiras, ele chegou a ser negociado com o Stuttgart, da Alemanha, mas o negócio melou e ele acabou voltando ao Brasil. É o único que pertence ao Palmeiras, mas tem vínculo até o fim do ano, e o empresário vê dificuldades na permanência para 2014.

Léo Gago - volante

Fez 13 partidas pelo Palmeiras e marcou um gol. A diretoria manifestou interesse em contar com ele para o próximo ano, mas as negociações estão travadas. O Grêmio pediu para ele se reapresentar caso o negócio não vingue.

Rondinelly - meia

Foi pouco aproveitado pelo técnico Gilson Kleina nesta temporada, tendo realizado apenas três jogos pelo Palmeiras. Já retornou ao Grêmio.

Leandro - atacante

O melhor do pacote oferecido pelo Grêmio. Entrou em campo em 42 jogos e marcou 19 gols. Pediu um aumento salarial de cerca de 300% para continuar no clube e pode ir embora por isso.

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