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Meia do Atlético-MG teve sua capacidade questionada por jogador do Raja Casablanca, clube marroquino que será adversário dos mineiros no Mundial de Clubes

Ronaldinho em ação durante treino do Atlético-MG
AP
Ronaldinho em ação durante treino do Atlético-MG

O duelo entre Atlético-MG e Raja Casablanca deve ter clima pouco amistoso. Após deixar o banco de reservas e ajudar o time local a vencer o Monterrey e garantir a classificação à semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, o meia africano Vivien Mabide questionou a capacidade técnica de Ronaldinho, dizendo que ele não é mesmo jogador dos tempos de Barcelona. Nesta terça-feira, um dia antes da partida, o brasileiro convidou o rival a tirar a prova dentro de campo.

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"Lógico que eu não sou o Ronaldo do Barcelona, sou o Ronaldo do Atlético. Nesse um ano e meio mostrei minha qualidade, dei alegrias ao torcedor do Atlético-MG. Isso é que me faz feliz me motiva. Se falar fosse bom... então vamos jogar", rebateu Ronaldinho.

Ter seu talento colocado em dúvida, no entanto, não é novidade para Ronaldinho. Ciente da importância da competição, o meia quer ter bom desempenho na semi desta quarta e na provável final contra o Bayern de Munique para mostrar que ainda pode ser decisivo.

"Minha carreira inteira foi assim. No futebol tem que mostrar a cada partida, a cada ano que passa. Essa é mais uma oportunidade de mostrar meu potencial junto aos companheiros. Espero mais dois grandes jogos com o time para ficar com o titulo e fechar esse ano e meio maravilhoso com chave de ouro", relatou.

Apesar das provocações de Madibe, Ronaldinho mantém o respeito ao Raja Casablanca. Para o meia, o Atlético-MG não terá vida fácil na semifinal. "Todo mundo só falava no Monterrey e acabou sendo uma surpresa. Conhecemos pouco da outra equipe, mas vimos o jogo e sabemos que eles são fortes. Estamos nos preparando muito, porque sabemos que vai ser uma pedreira", concluiu.

Motivação máxima

Após saída conturbada do Flamengo, Ronaldinho chegou a Belo Horizonte na metade de 2012 prometendo lutar para fazer história pelo Atlético-MG. Após um vice-campeonato brasileiro, um título estadual e a histórica conquista da Libertadores, o camisa 10 quer fechar a temporada levantando o troféu mais importante da história do clube.

"Meu sonho era fazer história no clube e, agora, veio essa possibilidade de levar o nome do Atlético-MG mais longe ainda e a motivação é essa. Estar mais motivado é impossível. Desde que cheguei ao Atlético-MG, vivi um ano e meio maravilhoso, mas, agora, quero fechar com chave de ouro", declarou.

*Com Gazeta

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