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Clubes que buscam a Justiça Comum podem ser punidos pela Fifa. Mas presidente do clube cogita ação movida por pessoa física para reverter rebaixamento

O presidente da Portuguesa, Manoel da Lupa, em depoimento no julgamento da segunda-feira
Futura Press
O presidente da Portuguesa, Manoel da Lupa, em depoimento no julgamento da segunda-feira

Logo após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidir pelo rebaixamento da Portuguesa e a manutenção do Fluminense na Série A, Manuel da Lupa não descartou apelar à Justiça Comum, mas a ação é improvável. A confiança está em ações de torcedores para reverter o descenso sem sofrer sanções da Fifa.

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A entidade que rege o futebol mundial ameaça punir até seleções de países em que clubes apelem em tribunais não desportivos para resolver problemas em campeonatos. A própria Lusa correria risco de exclusão de torneios continentais. Mas a diretoria crê na liberdade que seus torcedores têm para contrariar as ações do STJD.

Leia também: "Flu nos derrubou fora de campo", afirma goleiro da Portuguesa

"A Portuguesa pode não ir à Justiça Comum, mas temos gente de nome e gabarito que pode ir, como permite o Estatuto do Torcedor", discursou Da Lupa, ciente de que o maestro João Carlos Martins, embaixador do clube, já tinha entrado com processo na Justiça Comum para anular o julgamento dessa segunda-feira antes mesmo de ele acontecer.

Antes de contar com seus torcedores por sucesso em outras esferas, a Lusa tem chance de seguir na Série A no julgamento de seu caso em última instância. O clube entrará com recurso no STJD e nova análise será feito pelo Tribunal Pleno em 27 de dezembro, última dia útil do ano.

A Portuguesa perdeu quatro pontos por ter escalado Héverton na última rodada do Brasileiro. O meia tinha sido julgado e suspenso em sessão ocorrida dois dias antes da partida. A pena acabou colocando a Lusa no lugar do Fluminense entre os novos integrantes da Série B nacional.

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