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Oposição se coloca contra o projeto da cobertura, arena multiuso e novos estacionamentos

Projeto da nova cobertura do Morumbi
Divulgação
Projeto da nova cobertura do Morumbi

Uma reunião convocada para a noite desta terça-feira deve dividir politicamente o Conselho Deliberativo do São Paulo . Estará em pauta a ratificação do contrato (já assinado) da cobertura, da arena multiuso e de novos estacionamento do Morumbi. De antemão, os principais membros da oposição já se posicionam contra a aprovação.

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Ao mesmo tempo em que entende o projeto de modernização do estádio como positivo, a chapa oposicionista não pretende avalizar a ideia às vésperas da eleição presidencial, marcada para abril de 2014. Segundo ela, não simplesmente por conta da proximidade do pleito, mas porque os detalhes do texto previamente aceito pela diretoria não teriam sido revelados.

"Ninguém consegue ler o contrato. Falam em confidencialidade. Como vamos votar uma coisa que ninguém sabe?", diz Kalil Rocha Abdalla, ex-diretor jurídico da gestão do presidente Juvenal Juvêncio e agora candidato da oposição a sucedê-lo.

Parte do seu grupo estuda se abster da votação, baseada na interpretação do estatuto de que o tema não pode ser levado à votação caso não esteja presente o mínimo de 75% dos conselheiros. Já no entendimento da situação, reza o estatuto que, para a aprovação da ata, basta a maioria dos votos dos presentes.

Diferentemente de alguns de seus pares, Kalil promete ir ao Morumbi e, lá, sim, decidir seu posicionamento, mediante à apresentação da proposta, a qual, para ele, é muito misteriosa. "Não nos mostram os elementos. Como advogado, eu gostaria de examiná-los", critica.

Há duas semanas, durante o lançamento oficial da chapa de Carlos Miguel Aidar, o tema também foi explorado politicamente. Ao lado de Juvenal Juvêncio, o candidato da situação disse que quem é são-paulino necessariamente votaria a favor da ratificação do contrato, em referência velada a seus adversários.

A construção está orçada neste momento em pouco mais de R$ 400 milhões, valor que seria bancado por um fundo de investimentos captados pela construtora Andrade Gutierrez, sem nenhum custo para o São Paulo. O clube, porém, cederia por determinado período a exploração comercial às empresas que forem gerir as respectivas obras.