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Pena para time do Paraná terá seis jogos com os portões fechados e multa de R$ 120 mil. Já os cariocas, atuarão quatro vezes sem torcida e pagará R$ 80 mil de pena

O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) puniu nesta sexta-feira Atlético-PR e Vasco pela briga envolvendo torcedores dos dois clubes no último domingo, em Joinville, válido pela 38ª rodada do Brasileirão. O time do Paraná perdeu 12 mandos de campo, sendo seis com os portões fechados, e recebeu multa de R$ 120 mil. Já os cariocas, oito mandos de jogo, com quatro sem torcida, e R$ 80 mil de pena. Cabe recurso.

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Por ser o mandante, o Atlético-PR foi enquadrado no artigo 191 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que fala em "deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de medidas para garantir a segurança dos torcedores antes, durante e após a realização da partida". O time também foi julgado pelo artigo 211, por "deixar de manter o local indicado para a realização da partida com infra-estrutura necessária a assegurar a plena garantia e segurança para a sua realização".

A equipe rubro-negra, assim como o Vasco, foi denunciada também no artigo 213 por "deixarem de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens na praça de desporto, além de atirar objetos no gramado".

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Presidente da sessão, Paulo Bracks discorreu longamente sobre o assunto. O auditor mostrou reportagens e criticou muito o comportamento dos torcedores de ambos os clubes.

"Bandido não tem fronteira", disse Bracks.

No domingo, membros de torcidas organizadas atleticana e vascaína se enfrentaram nas arquibancadas da partida entre as equipes. Na ocasião, o duelo, que era vencido pelos paranaenses por 1 a 0, foi interrompido por 73 minutos. Quatro pessoas ficaram em estado grave.

Por conta do incidente, a diretoria do Vasco tentou impugnar o resultado final do jogo, 5 a 1 para o Atlético-PR. O objetivo era colocar a culpa pela briga no time mandante, ficar com os pontos em disputa e, consequentemente, escapar do rebaixamento à Série B. O STJD rejeitou este recurso.

Também réus no caso, as Federações de Futebol do Paraná e de Santa Catarina e o árbitro Ricardo Marques Ribeiro foram absolvidos.