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Presidente aposta em novo modelo de contrato para poder trazer reforços ao Palmeiras na próxima temporada. Conselheiros reclamam de lentidão nos bastidores

José Carlos Brunoro e Paulo Nobre têm dificuldades para contratar
Djalma Vassão/Gazeta Press
José Carlos Brunoro e Paulo Nobre têm dificuldades para contratar

Não são apenas os torcedores do Palmeiras que estão preocupados com a demora para a definir os reforços para a próxima temporada. Conselheiros reclamam da espera e tem que a nova política do presidente Paulo Nobre de propor contratos por produtividade acabe prejudicando o planejamento para o ano do centenário. 

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A nova postura de Nobre visa minimizar as dificuldades financeiras que o clube encontra para vencer a concorrência quando vai ao mercado. No entanto, o próprio cartola admite problemas nas negociações, e a apreensão dentro do clube é que o cartola insista nesta nova fórmula e não consiga convencer ninguém. 

Leia mais : Palmeiras faz oferta por produtividade para segurar Márcio Araújo em 2014

"Essa é uma filosofia, é uma coisa que gostaríamos de implementar com todos que trabalham com o futebol. Quando você tenta implementar produtividade, não é para diminuir salário de absolutamente ninguém, é justamente para fazer um contrato maior, onde o clube estaria ganhando junto. É uma filosofia. Você não pode tentar implantar com alguém que está com contrato vigente, mas todos os novos contratos, nós tentamos colocar isso", afirmou o mandatário. 

"Toda queda de paradigma, você encontra uma dificuldade natural. Com relação a essa filosofia que estamos tentando implementar, não é diferente. O importante é ter um diálogo transparente com seus profissionais para eles entenderem a filosofia e, principalmente, entenderem que o objetivo não é diminuir o salário de ninguém", completou. 

O técnico Gilson Kleina foi o primeiro profissional até aqui que aceitou esse tipo de contrato. Depois de tero vínculo perto de encerrar (ia até o fim deste ano), o comandante aceitou renovar por um salário de R$ 200 mil - R$ 100 mil a menos do que ganhava -, podendo faturar até R$ 400 mil em premiações. 

Entretanto, a não renovação de alguns atletas do elenco e a lista de dispensa tardia também preocupam. O atacante Leandro, um dos preferidos da diretoria para continuar no próximo ano, sequer foi procurado pela cúpula para conversar. O jogador pediu um aumento salarial de 100%, mas o Palmeiras até agora não se pronunciou. Em público, Nobre limitou-se a dizer que "isso é um assunto interno que não discute em público".

Questionado sobre a delonga, Paulo Nobre culpou a falta de tempo e o "mercado aquecido" no fim da temporada. "Se eu já tivesse tempo suficiente, eu já teria anunciado (algum reforço). Eu esperava que fosse difícil, como é todo fim de ano, com o mercado aquecido, com todas as equipes procurando reforços e etc..É uma coisa normal e eu já esperava isso. Nós estamos trabalhando junto com a comissão técnica, avaliando os nomes de que eles gostariam de trabalhar para o Palmeiras trazer", justificou.  

Conselheiros  não aceitam tal argumento e afirmam que o planejamento deveria ter começado no dia seguinte em que o time conquistou o acesso, no dia 26 de outubro. Eles ainda acreditam que a indefinição de Gilson Kleina travou todo o processo .  

Confira a galeria de fotos de jogadores que podem trocar de clube na próxima temporada:

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