Tamanho do texto

Antônio Carlos Corcione e Pedro Renzo foram acusados de desviar dinheiro em 2011

Pedro Renzo enviou documento enviado à Justiça
Reprodução
Pedro Renzo enviou documento enviado à Justiça

Os conselheiros Antônio Carlos Corcione e Pedro Renzo foram considerados inocentes da acusação da suspeita de desvio de R$ 290 mil dos cofres do Palmeiras . A decisão, em primeira instância, foi tomada no fim do mês passado e ainda cabe recurso do clube.

Deixe o seu recado e comente com os outros leitores

Ambos foram acusados de extraviar dinheiro da instituição depois que o Palmeiras conseguiu vencer em 2010 um processo contra o Governo Feral que tramitava na Justiça Comum desde 1992. A vitória deu direito ao clube o recebimento de cerca de R$ 1,2 milhões e, a partir, daí iniciou-se toda a confusão.

Leia maisContrato por produtividade já faz Paulo Nobre ser questionado dentro do clube

Por ter dívidas em aberto, o Palmeiras não poderia receber a quantia e ainda corria risco de perder o benefício, uma vez que o Ministério Público Federal já havia recorrido da decisão. Para transferir o valor rapidamente, o escritório de Corcione e Renzo - contratado na época para defender o clube na causa -, transferiu cerca de R$ 900 mil a conta pessoal de Renzo na Caixa Econômica Federal e entregou R$ 260 mil nas mãos de Francisco Busico, então responsável pelo depatamento financeiro, que assinou um recibo comprovando o recebimento.

Documento enviado à Justiça critica bagunça no Palmeiras
Reprodução
Documento enviado à Justiça critica bagunça no Palmeiras

De acordo com a dupla, uma pequena parte do dinheiro, ao total R$ 30 mil, foi utilizada para pagar um advogado do Rio de Janeiro, que trabalhou em Brasília para conseguir a liberação do dinheiro, sendo tudo documentado e prestado contas ao Palmeiras em junho de 2011, ao vice-presidente jurídico Mário Giannini.

Recibo mostra que Busico assinou que recebeu a quantia
Reprodução
Recibo mostra que Busico assinou que recebeu a quantia

O imbróglio chegou a ser investigado pelo COF (Conselho de Orientação Fiscal), pelo membro Gilto Avalone, e posteriormente pelo Conselho Deliberativo, por Seraphim Del Grande, que alegavam que os documentos eram falsos.

Segundo a resolução dada pela juíza Celina Trigueiros Teixeira Pinto, publicada no Diário Oficial, foi declarado "inexistência de débito do autor (Pedro Jorge Renzo de Carvalho) para com o réu (Palmeiras). Pela sucumbência o réu arcará com as custas processuais e honorários advocatícios de 15% do valor da causa (R$ 290.521,81). A taxa de apelação é de R$6.552,32 e o porte de remessa de R$ 25 por volume".

O Palmeiras ainda pode entrar na justiça para recorrer da decisão, e aguardar a decisão em segunda instância.  

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.