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Daniel Koprivcic, que defende o Auckland City, é o jogador que mais participou do torneio. Seu time pode cruzar com o Atlético-MG na semifinal

Daniel Koprivcic defende o Auckland City no Mundial de Clubes da Fifa
Divulgação
Daniel Koprivcic defende o Auckland City no Mundial de Clubes da Fifa

Um desconhecido jogador croata que atua na Nova Zelândia possui uma marca aparentemente inalcançável para o brasileiro Ronaldinho Gaúcho, o francês Franck Ribéry ou qualquer outra estrela que já tenha disputado o Mundial de Clubes da Fifa. O meio-campista Daniel Koprivcic, que defenderá o Auckland City contra o Raja Casablanca nesta quarta-feira, no Estádio Agadir, é o recordista em participações no torneio.

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Danko, como ficou conhecido na Oceania, jogou o Mundial em 2007, 2008, 2009, 2011 e 2012 - as duas primeiras vezes pelo Waitakere United, também da Nova Zelândia. "É uma marca legal, mas não penso muito nisso. Sempre estou muito focado no meu time, em como estamos jogando. Marcas pessoais só significarão alguma coisa quando eu me aposentar, para o que, felizmente, ainda falta algum tempo", comentou o veterano de 32 anos, em conversa.

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O discurso comedido é uma marca de Danko. Naturalizado neozelandês e obrigado a trabalhar com outras atividades desde que decidiu se tornar jogador de futebol, pois o esporte não tem grande alcance no país, o croata não demonstra empolgação nem mesmo com a possibilidade de conhecer alguns ídolos no Marrocos. Nas edições anteriores do Mundial, já se deu satisfeito por apertar a mão do compatriota Mihael Mikic, que atuou pelo japonês Sanfrecce Hiroshima na vitória por 1 a 0 sobre o Auckland City, em 2012.

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Desta vez, caso supere os marroquinos do Raja Casablanca, Danko e os demais jogadores do Auckland terão pela frente os mexicanos do Monterrey. Na semifinal, que valeria como um título para o time da Oceania, o adversário seria o Atlético-MG de Ronaldinho Gaúcho. "Ele é um dos melhores jogadores do mundo em todos os tempos, então é claro que o admiro. Mas acho impossível pensar agora em conhecê-lo, pois estamos concentrados no jogo de estreia. Tirar os olhos da nossa meta imediata pode ser um problema", alertou o croata, ainda muito prudente.

De fato, o Auckland City está longe de ser favorito a avançar no Mundial. "Você precisa olhar para Atlético-MG e Bayern de Munique. São dois clubes lendários, com jogadores fantásticos e grandes histórias", reconheceu Danko, mas sem perder as esperanças de surpreender. "Já vimos isso no passado, quando o Mazembe fez a final de 2010", lembrou. Naquela edição - uma das poucas que não contou com a participação do jogador croata -, o time da República Democrática do Congo ganhou por 2 a 0 do Internacional antes de perder por 3 a 0 para a Internazionale, da Itália, na decisão.

Daniel Koprivcic só não pretende repetir Kdiaba na hora de comemorar uma eventual zebra no Mundial de Clubes. O meia do Auckland não pensa em saltar sentado no gramado, como faz o goleiro do Mazembe para festejar, se finalmente marcar um gol na competição. "Tento me manter concentrado em ajudar o meu time. Por isso, não imagino uma celebração especial de gol", avisou, adotando uma postura defensiva sobre o fato de ainda não ter anotado no torneio da Fifa. "Comecei a jogar como centroavante, e a minha média de gols na Oceania é muito boa. Envelhecendo, passei a pensar mais em metas coletivas. Embora seja importante, marcar gols não é o ponto principal do meu trabalho."

Com respostas tão políticas, é fácil prever que Danko também não tenha provocado o país de Ronaldinho Gaúcho ao falar de outro Mundial, o que 32 seleções disputarão em 2014, no Brasil. A Croácia, seu país natal, abrirá o campeonato diante da Seleção Brasileira em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. "A Copa do Mundo sempre é entusiasmante e, mesmo sendo triste que a Nova Zelândia não esteja lá, é bom ver a Croácia na competição. A classificação diante da Islândia foi muito difícil", recordou.

Falar bem da nação que sediará a Copa do Mundo de 2014 não é mais um exemplo de bom mocismo do croata do Auckland City. No site oficial do clube neozelandês, ele aponta em seu perfil o Brasil e a Espanha como países de que gostaria de conhecer. "O Brasil é a casa do futebol, com muitos jogadores históricos: Pelé, Romário, Ronaldinho... A lista não tem fim", enalteceu Koprivcic, fazendo questão de mencionar o astro do Atlético-MG no Mundial de Clubes do Marrocos.

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