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Treinador ressaltou o favoritismo dos alemães num possível encontro na final do Mundial de Clubes da Fifa

Cuca, técnico do Atlético-MG
Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
Cuca, técnico do Atlético-MG

O Atlético-MG ainda terá de passar pela semifinal do Mundial de Clubes para ter a possibilidade de enfrentar o Bayern de Munique, mas o confronto é o mais aguardado da competição internacional. O técnico Cuca não esconde que tem preocupação com a semifinal, mas também entende que é difícil não pensar em uma decisão contra os alemães. Para ser campeão, o treinador acredita que será preciso um dia de muita inspiração dos brasileiros.

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"A gente precisa estar num dia mágico, perfeito, tudo dar certo para nós e ainda contar que as coisas não deem certo 100% para o Bayern. Aí a gente passa. Muito se fala: 'Ah, mas o Corinthians ganhou do Chelsea no ano passado'. Ganhou, é verdade. Pegou o Chelsea num momento de transição, tanto de jogadores quanto principalmente de comando técnico. Então, é diferente: você vai pegar um Bayern com sequência, ainda que o treinador não esteja há tanto tempo, mas os jogadores todos jogam juntos há muito tempo e hoje vivem seu melhor momento", disse Cuca em entrevista ao site da Fifa.

O treinador atleticano sabe que o time do Bayern de Munique é recheado de estrelas do futebol mundial, mas vê o jogo dos alemães de forma sistemática, e quer tirar proveito disso para levar o Galo ao maior título da história do clube. "O que sinto neles é que têm uma maneira sistemática de jogar. E, se a gente trabalhar bem em cima disso, pode ter alguma vantagenzinha", afirmou.

Jô cita selecionáveis e diz que Atlético-MG é forte para ser campeão mundial

Questionado sobre o esquema tático do Atlético-MG, que conta com o quarteto ofensivo formado por Ronaldinho, Tardelli, Fernandinho e Jô, que se movimentam bastante no ataque, Cuca explicou que eles possuem atribuições defensivas. Segundo ele, estes quatro atletas precisam ajudar na marcação, caso contrario precisaria reforçar o meio-campo sacando um dos jogadores de frente.

"Eu jogo com quatro atacantes, mas se eu vir que nenhum deles tem compromisso com diminuição de espaços, principalmente sem a bola, vou jogar com dois e colocar três, quatro volantes, como todo mundo faz. O principal nisso é conversar, explicar que, para jogar como a gente joga, com quatro atacantes, tem que recompor. Eu gosto muito de observar o futebol europeu e pretendo, inclusive, no começo do ano que vem, fazer um intercâmbio nos principais países da Europa para me aperfeiçoar", declarou.

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