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O torcedor do Milan foi ao San Siro sonhando em ver uma boa atuação do time e deve ter saído satisfeito, apenas, com a classificação para as oitavas de final da Liga dos Campeões

O torcedor do Milan foi ao San Siro sonhando em ver uma boa atuação do time e deve ter saído satisfeito, apenas, com a classificação para as oitavas de final da Liga dos Campeões. Com um a menos desde a expulsão de Montolivo aos 21 minutos do primeiro tempo, o time italiano segurou o 0 a 0 com o Ajax e somou o ponto que precisava para avançar.

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Válvula de escape em meio ao toque de bola holandês, Montolivo, que era capitão rubro-negro, acertou o tornozelo do pé de apoio de Poulsen e levou cartão vermelho direito. Com isso, os milaneses tiveram humildade para jogar da intermediária para trás e garantir sua continuidade no principal torneio interclubes do continente.

O Milan termina a fase de grupos em segundo lugar na chave H com nove pontos, um a mais do que o Ajax, que ficou em terceiro e terá que se contentar em disputar a Liga Europa. O sorteio dos adversários dos dois clubes será feito pela Uefa na sexta-feira.

O jogo

O Milan só precisava de um empate para se classificar e fez uma aposta simples desde o início da partida para surpreender o Ajax: Kaká e Muntari se mexiam para possibilitar contra-ataques. A medida, contudo, transformou os italianos em meros espectadores do toque de bola holandês durante os dez primeiros minutos.

O domínio do Ajax, que precisava da vitória, culminou em bola que Poulsen cabeceou na trave logo aos quatro minutos. Os donos da casa só retomaram a bola quando Montolivo parou de se mexer para olhar adversários e conseguiu ajudar na armação de sua equipe.

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Ao se espalhar no campo, o Milan deu espaço para Klassen cabecear com perigo e ser parado por grande defesa de Abbiati. E Montolivo, que era solução, virou problema: aos 21 minutos, o meio-campista deu entrada violenta pisando no tornozelo do pé de apoio de Poulsen e foi expulso direto, deixando seu time com um a menos.

O técnico Massimiliano Allegri, que prometia buscar a vitória, caiu na realidade quando viu seu capitão expulso e logo abriu mão de El Shaarawy, que se mexia e era atrapalhado por suas constantes tentativas de dribles bonitos, para reforçar o meio-campo com Poli. Curiosamente, com um a menos, a marcação milanesa melhorou, não permitindo ao Ajax tocar tanto a bola em seu campo.

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O que se viu foi um Milan com todos os jogadores dispostos a correr para marcar na defesa e evitar qualquer risco de passar vergonha diante de sua torcida. Na frente, Kaká se mexia e dava passes que Balotelli e Muntari não conseguiam dominar. A bola, ao menos, estava longe de Abbiati.

No intervalo, Frank De Boer sacou Poulsen, que já se desentendia com adversários e arbitragem e se mostrava influenciado pelas vaias que recebia, para mandar o time à frente com Hoesen. O Milan, contudo, teve humildade para se limitar a buscar o empate. Cada jogador de Allegri recuou dois passos, deixando a equipe toda da intermediária defensiva para trás.

Durante todo o segundo tempo, Balotelli era o único jogador do Milan que aparecia no ataque. O resto do time formava um paredão rubro-negro para dificultar o toque de bola do Ajax, que levou perigo em chute de Klassen que parou em Abbiati e arremate de Fischer rente à trave direita. Muito pouco para evitar o 0 a 0, comemorado como se fosse vitória pelos italianos.

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