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Jordi Cases, membro da oposição da diretoria do Barcelona, alegou que Sandro Rosell desviou 40 milhões de euros na contratação do brasileiro, em maio deste ano

Neymar assina o contrato ao lado do presidente do Barcelona, Sandro Rosell
Miguel Ruiz/Barcelona
Neymar assina o contrato ao lado do presidente do Barcelona, Sandro Rosell

O jornal espanhol El Mundo traz nesta segunda-feira uma denúncia de Jordi Cases, membro da oposição à atual direção do Barcelona, contra o presidente do clube, Sandro Rosell. Cases afirma que o mandatário da equipe catalã desviou 40 milhões de euros (cerca de R$ 128 milhões) na transferência de Neymar, contratado pelo Barça em maio deste ano.

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O jornal diz que a negociação foi cercada de "mistério" e que os dirigentes jamais lançaram luz sobre os detalhes, "esquivando-se por supostas cláusulas de confidencialidade cada vez que foram pedidos esclarecimentos sobre detalhes".

Em assembleia geral que reuniu os sócios do clube catalão, no mês de outubro, o diretor financeiro do Barcelona, Javier Faus, revelou que os gastos com a negociação atingiram 65 milhões de euros (aproximadamente R$ 194 milhões) - valor superior aos 57 milhões de euros (R$ 170 milhões) anunciados inicialmente por Rosell, que incluiu o pagamento de luvas a Neymar e de comissões a empresários.

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A reportagem especula que a compra do camisa 10 da Seleção Brasileira teria beirado os 100 milhões de euros (cerca de R$ 318 milhões), o que configuraria "um delito fiscal, uma vez que o valor não foi tributado pela Receita espanhola". A compra de Neymar ainda envolveu o agendamento de dois amistosos entre Barcelona e Santos - o primeiro foi disputado em agostos, no Camp Nou, e vencido por 8 a 0 pelos espanhóis, enquanto o segundo, agendado para 2014, não deve ocorrer - e a preferência do Barça sobre as revelações santistas Gabriel, Victor Andrade e Giva.

Em contrapartida, o Santos anunciou, durante reunião do Conselho Deliberativo, que recebeu 17,1 milhões de euros (R$ 51,2 milhões) do Barcelona. Deste montante, somente 9,35 milhões de euros (R$ 28 milhões) foram embolsados pelo Peixe, que precisou repassar 40% à DIS e 5% à Teisa.

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