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Briga que terminou com 3 torcedores feridos com gravidade aconteceu em estádio que tinha somente seguranças de uma empresa privada, sem policiais militares

Após a briga entre torcedores de Atlético-PR x Vasco , o comandante da Polícia Militar de Joinville, Adilson Moreira, disse que não havia policiais nas arquibancadas porque o MP (Ministério Público) de Santa Catarina deixou a responsabilidade de segurança para empresa contratada pelos paranaenses. O MP, porém, nega a informação.

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"O Ministério Público de Santa Catarina informa que não fez nenhuma recomendação ou ação que impeça a Polícia Militar de atuar no interior do estádio Arena em Joinville", manifestou-se a entidade por meio de nota em seu site oficial.

Imagens da televisão mostram que existiam apenas três pessoas em meio ao largo espaço que dividia as duas torcidas e entre as cordas que pouco dificultavam a locomoção entre eles. Acabou sendo fácil para que os torcedores dos dois times entrassem em confronto.

"Houve consenso da PM de Joinville que não seria feito o policiamento dentro do estádio e essa decisão foi ratificada pelo Ministério Público de Santa Catarina. Mas avisamos que, se fosse necessário, haveria uma pronta intervenção dentro do estádio. A segurança deveria ser feita por seguranças privados por ser um evento privado. O Atlético-PR solicitou esse policiamento, mas confirmamos que não seria feito", disse o comandante da PM, Adilson Moreira.

Quatro torcedores foram encaminhados ao hospital por conta da violência que interrompeu o jogo por mais de uma hora. Um deles está em estado grave, enquanto outro levou pontos devido a um corte no rosto e os dois restantes devem receber alta nesta segunda-feira. Nenhum deles corre risco de morte de acordo com o Hospital Municipal São José.

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