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Esta sexta-feira foi o último dia do treinador no CT Joaquim Grava, ao menos em sua segunda passagem pelo Corinthians

A sexta-feira foi o último dia de Tite no CT Joaquim Grava, ao menos em sua segunda passagem pelo Corinthians . O treinador procurou manter a naturalidade, comandando a tradicional atividade tática sem adversário das vésperas dos jogos, divertiu-se com palavrões em sua entrevista derradeira no local e fez questão de abraçar as pessoas com quem conviveu nos últimos três anos, de funcionários do clube a jornalistas.

"P... que pariu!", gritou o gaúcho, quando lhe pediram que resumisse o que foram os últimos três anos de sua vida. "Disse o palavrão porque é o que a gente diz quando vê um troço legal. Não tem nada a ver com o significado da palavra, mas com a entonação. Se vocês querem uma resposta mais rebuscada, foi um momento mágico. Pura magia".

Usar os palavrões e aumentar o tom de voz, admitiu o técnico, são estratégias usadas para conter a emoção. Socos foram desferidos na mesa de entrevista como último recurso. "É isso mesmo. Na saída do campo, quando estava conversando com a Renata (assessora de imprensa), virei de costas porque estava me emocionando de novo. Fiquei com vergonha", corou-se.

Tite sabia que estava sendo observado desde o início de seu último treino. Assim que os portões do CT foram abertos, todas as câmeras apontaram para o treinador, que fazia o seu próprio aquecimento. Segundo ele, misturavam-se em sua cabeça lembranças dos vitoriosos últimos anos e planos para o treino tático.

"Vocês sacanearam, derrubaram meu aquecimento. Eu estava ali, aquecendo meu joelhinho, em um slow motion danado. Daqui a pouco, olho para o lado, vocês estão ali. Aí saí para o lado. É um flashback, um vídeo passa na cabeça de tudo o que aconteceu", disse, antes de repetir mais um relato de reconhecimento que lhe foi feito.

Terminado o aquecimento, o gaúcho chamou os titulares da partida de sábado, contra o Náutico, em Recife. Ele os orientou à maneira habitual, gritando bastante durante a movimentação ofensiva e no treino de bolas paradas. Depois, observou cobranças de pênalti de Romarinho, Cleber, Alessandro e Alexandre Pato.

Tite, então, caminhou pela última vez à sala de imprensa do CT corintiano, desfrutando do carinho e do respeito que conquistou. Alimentando sua imagem humilde - verdadeira, mas que ele adora ressaltar -, ajudou a montar o painel com os patrocinadores que fica às suas costas na entrevista. Falou por cerca de 45 minutos, distribuiu abraços e partiu.

Alessandro cobrará eventual pênalti

"Coloquei o Alessandro para treinar penalidades máximas. Ele não é um dos primeiros, mas está no rol de batedores. Cobrou em disputas nossas contra o São Paulo, o Palmeiras e o Grêmio. É o último jogo. Sentindo-se bem, vai ser o batedor", afirmou Tite.

A ideia do treinador é, no adeus, premiar com um gol o capitão de suas principais conquistas no Corinthians. Alessandro, perto de completar 35 anos e que irá deixar os gramados, esteve em todos os triunfos alvinegros desde a Série B de 2008 e ficou na história erguendo as taças da Copa Libertadores e do Mundial de 2012.

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