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Técnico Jorginho acredita que o Lanús tentará fazer pressão em casa e vê os contragolpes como arma da Ponte Preta para chegar ao primeiro título de sua história

Rildo tenta o domínio da bola pela Ponte Preta
FERNANDO DANTAS / Gazeta Press
Rildo tenta o domínio da bola pela Ponte Preta

A Ponte Preta suou para buscar o empate em 1 a 1 com o Lanús na primeira partida da final da Copa Sul-Americana. Segundo o técnico Jorginho, as dificuldades encontradas no Pacaembu podem ser explicadas pela dedicação que as duas comissões técnicas tiveram para estudar as equipes. Para o duelo decisivo na Argentina, porém, o comandante da Macaca se vê em vantagem em relação ao rival Guillermo Schelotto.

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Desde o início da fase internacional, o time de Campinas só foi derrotado como visitante nas oitavas de final, diante do Deportivo Pasto. Depois de cair por 1 a 0 na Colômbia, a Veterana bateu o Vélez Sarsfield por 2 a 0 em Buenos Aires e passou por cima do atual campeão São Paulo por 3 a 1 em pleno Morumbi. Tudo isso graças aos contra-ataques programados por Jorginho.

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"Eles vão ter que sair por jogarem em casa e essa é a melhor forma para nosso time jogar, aproveitando o contragolpe. Eles vão se abrir como tivemos que fazer hoje (quarta-feira). Também jogaram muito em bola longa, mas lá não poderão fazer isso o tempo todo. A partir daí a gente pode ter oportunidades de vencer em uma bola. Lá eles vão sofrer", explicou o treinador, que admitiu que Rildo e Uendel foram anulados pela defesa argentina.

O pensamento de Jorginho é compartilhado por Fellipe Bastos. O autor do único gol ponte-pretano no primeiro jogo fez elogios ao Lanús, principalmente ao volante Leandro Somoza e ao centroavante uruguaio Santiago Silva. À espera de mais uma partida estudada, o meio campista aposta todas as fichas nos contra-ataques."O futebol é como um jogo de xadrez, muito tático. Eles sabiam dos nossos pontos fortes e fracos. São qualificados e têm jogadores experientes. Temos que continuar concentrados sabendo que fora de casa a gente se sente mais à vontade. É ir concentradinho e bem postado ali atrás para defender bem e tentar achar um gol. Depois vai ser difícil furar nossa defesa", projetou o jogador contratado junto ao Vasco da Gama.

E a Macaca tem até cartilha para seguir em La Fortaleza. De acordo com Jorginho, a equipe deve lembrar de todos os detalhes do triunfo sobre o Vélez no José Amalfitani, em que se fechou atrás, pouco foi ameaçada pelos atacantes argentinos e ainda balançou as redes em dois contragolpes: um com Elias e outro com Fernando Bob.

"Temos que lembrar daquele jogo, é o nosso jeito de atuar mesmo. Vamos jogar fechadinhos para buscar aquela bola que pode decidir o jogo", resgatou o técnico, mais uma vez reforçado por Fellipe Bastos: "Sabemos das nossas limitações e nossas qualidades. Temos que marcar forte e sair rápido para o contra-ataque. Vamos fazer isso de novo, sem mudar nada. E aí tentar um golzinho para atrapalhar a vida deles de vez".

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