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Treinador lembra que o Lanús, rival desta noite na decisão da Sul-Americana, joga duro mas não é violento. Já o meia cita o tetracampeão como inspiração para a partida no Pacaembu

Ponte Preta, que eliminou o São Paulo na semifinal, começa a final da Sul-Americana nesta quarta
DJALMA VASSÃO / Gazeta Press
Ponte Preta, que eliminou o São Paulo na semifinal, começa a final da Sul-Americana nesta quarta

O técnico Jorginho considera a garra fundamental para a Ponte Preta superar o Lanús na decisão da Copa Sul-americana. Porém, o treinador toma muito cuidado para evitar exageros de seu time nesta quarta-feira, no estádio do Pacaembu.

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"Precisamos entrar com sangue nos olhos, mas com equilíbrio emocional. O Lanús joga firme, duro e é veloz, mas não é uma equipe violenta. Sabemos qual é o estilo argentino e estaremos ligados", afirmou.

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Rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro, Jorginho está entusiasmado com a chance de conquistar o primeiro título de expressão da história da Macaca. O tetracampeão mundial pela seleção brasileira reitera ao elenco que esta é uma grande oportunidade para cada um do grupo.

"Nosso trabalho foi bem feito na Sul-americana, mas, daqui a 30 anos, ninguém vai se lembrar de que fomos finalistas se não formos campeões. É importante marcarmos nosso nome na história, até mesmo porque a torcida da Ponte nunca viu o time campeão", acrescentou.Como o Lanús está na briga pelo título do Campeonato Argentino (está apenas dois pontos atrás do líder San Lorenzo), Jorginho quer mostrar sua equipe com mais disposição do que o adversário nesta final da Sul-americana.

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"É o que nos resta, é nossa vida e nosso prato de comida. Eles já foram campeões argentinos e conquistaram algumas coisas, mas nós, não. Fomos rebaixados, enquanto eles têm chances de ser campeões lá", completou.

Baraka se inspira em Dunga

Baraka, meia da Ponte Preta
Divulgação
Baraka, meia da Ponte Preta

Enquanto a Ponte Preta busca a glória do seu ano, o meia Baraka vai para campo com uma inspiração a mais. Depois da semifinal diante do São Paulo, ele foi comparado pelo técnico Jorginho a Dunga. 

"Os moleques ficam brincando e falando que sou o Dunga do Majestoso (risos), mas é uma comparação difícil, porque ele era diferenciado. Na vontade de vencer e de conquistar, acho que me igualo ao Dunga. Claro que é bom ter o trabalho reconhecido, mas aumenta a responsabilidade", afirmou.

Baraka completará 100 jogos pela Ponte Preta justamente nesta quarta-feira, no primeiro duelo diante do Lanús. Ao reiterar os elogios ao jogador, Jorginho recordou que precisou dar broncas para fazer o atleta seguir o exemplo de Dunga também na hora de cobrar o time.

"A característica dele é de luta, raça e vontade. Mas já chamamos muito a atenção dele, porque também precisa organizar a equipe. Ele pegou isso e, quando sai para marcar, chama o companheiro para o posicionamento dele. Isso tem ajudado muito nosso trabalho", comentou o treinador.

Ponte Preta encara o Lanús nesta noite, às 21h50, no estádio do Pacaembu. O jogo de volta e que mostrará quem será o campeão da Sul-Americana de 2014 será na próxima quarta-feira, na Argentina. 

*com Gazeta Esportiva