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Carlos Miguel Aidar, que foi presidente do São Paulo entre 1984 e 1988, disputa o comando do time com Kalil Rocha Abdalla. Ele promete mudanças e mulheres na diretoria

O grupo político de situação do São Paulo enfim iniciou em caráter oficial a candidatura de Carlos Miguel Aidar para a eleição presidencial de abril de 2014. Em uma churrascaria próxima do Morumbi, toda a cúpula de futebol - e também Adalberto Baptista, polêmico ex-diretor de futebol - esteve presente no primeiro evento público da chapa "Avança São Paulo", na noite desta segunda-feira.

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Carlos Miguel Aidar lança candidatura à presidência do São Paulo
SÉRGIO BARZAGHI/GAZETA PRESS
Carlos Miguel Aidar lança candidatura à presidência do São Paulo


Segundo a assessoria de campanha, 100 conselheiros, dentre eles 70 vitalícios, juntaram-se ao presidente Juvenal Juvêncio e aos vices Carlos Augusto de Barros e Silva (Leco), João Paulo de Jesus Lopes, Julio Casares e Roberto Natal em um farto banquete. O jantar teve chope à vontade e rodízio de carnes nobres.

Para derrotar o oposicionista Kalil Rocha Abdalla e se eleger presidente do clube pela terceira vez, Aidar precisará de maioria simples de votos no pleito, de um total de 240 conselheiros (160 vitalícios e 80 que ainda serão eleitos).

"É um marco zero dessa campanha. Estamos dando o pontapé inicial para a nossa eleição, que será na segunda quinzena de abril, quando então começaremos a nossa gestão", disse Aidar, já cantando vitória.

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Antes do candidato, Juvenal já havia arrancado aplausos ao enaltecer a presença das centenas de pessoas no evento, incluindo familiares de conselheiros, associados e torcedores. "Aqueles que tinham alguma dúvida sobre a eficácia eleitoral do Carlos Miguel Aidar puderam ver que já temos a maioria física do processo eleitoral", discursou o presidente.

Além de Adalberto Baptista, hoje diretor secretário-geral, marcaram presenças no jantar José Carlos Ferreira Alves, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, e João Brasil Vita, presidente do Conselho Consultivo.

Nomes novos e mulheres na diretoria

Carlos Miguel Aidar tem planos para a nova diretoria do São Paulo e pretende fazer mudanças. Quer, inclusive, conselheiras para compor sua equipe a partir de abril do ano que vem. "Precisamos fazer algumas modificações. O exercício longevo do poder leva a um desgaste natural", explica.

Atual vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes apoia a escolha do presidente Juvenal Juvêncio para o pleito, mas deve se retirar por conta própria na próxima temporada depois de ter acumulado interinamente a função de diretor de futebol por alguns meses, devido à saída de Adalberto Baptista, hoje diretor secretário-geral.

Outros aliados de Juvenal, porém, podem ser recompensados por terem abdicado de concorrer ao pleito. São eles Julio Casares (vice de marketing e comunicação) e Roberto Natel (vice social e de esportes amadores). Já Carlos Augusto de Barros e Silva (o Leco, primeiro vice-presidente) é uma incógnita. Ele sonhava com o posto e foi o último nome da situação a retirar pré-candidatura.

Aidar ainda promete mais atenção às mulheres. "Está na hora de o São Paulo se abrir para mulheres dentro de sua diretoria estatutária. Temos muitas sócias e conselheiras. É importante tê-las na gestão", falou o candidato, que deve oferecer cargos adjuntos à ala política feminina.

Os possíveis nomes, Aidar não revela. Como terá até 30 dias após a posse para definir sua diretoria, ele adota a mesma postura do oposicionista Kalil Rocha Abdalla de evitar ciúme entre conselheiros, estratégia que visa não perder nenhum voto até a confirmação da vitória.

*com Gazeta Esportiva