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"Cada um tem que valorizar a competição. O Flamengo, por exemplo, veio só para cumprir tabela, e deu muito trabalho", disse diretor do time baiano

O Vitória não dependerá apenas de si para conseguir uma vaga na Libertadores. Se vencer o Atlético-MG, no estádio Independência, em Belo Horizonte, o time baiano terá de torcer para que Botafogo e Goiás, respectivamente quinto e quarto colocados, não vençam suas partidas. Em caso de empate diante, os baianos entrarão no G4 se seus concorrentes perderem.

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Enquanto o Botafogo recebe o Criciúma, que ainda luta contra o rebaixamento, no estádio do Maracanã, o Goiás enfrenta o Santos, que apenas cumpre tabela, no Serra Dourada. O temor de que o Peixe entre em campo desmotivado não atinge, no entanto, a diretoria do Vitória, que descarta oferecer algum tipo de incentivo financeiro aos santistas.

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"Isso não é necessário. Cada um tem que valorizar a competição. O Flamengo ontem (domingo), por exemplo, veio só para cumprir tabela, e deu muito trabalho. O Atlético-MG, que não necessita chegar à Libertadores (via Brasileirão, já que é o atual campeão do campeonato continental), também poderia facilitar para a gente. Mas essa não é a nossa preocupação. Esperamos que venha a acontecer a combinação de resultados que a gente precisa", disse o diretor de futebol Raimundo Queiroz.

A classificação do clube baiano para a Libertadores está também condicionada à Copa Sul-americana, já que, se a Ponte Preta for campeã, apenas os três primeiros colocados do Campeonato Brasileiro conquistarão a vaga na próxima edição da competição continental. Para terminar em terceiro, o Vitória precisará vencer e, além de torcer por tropeços de Botafogo e Goiás, contar com uma derrota do Atlético-PR para o Vasco - além de tirar uma diferença de seis gols em relação aos paranaenses.

"Seria muito importante se a gente conseguisse (a classificação para a Libertadores). Mas a gente bobeou em casa. No segundo turno, a gente está com a mesma pontuação do líder (Cruzeiro). No primeiro turno deixamos um pouco a desejar. Agora é aguardar", declarou Queiroz.

Perguntado sobre o possível interesse do Santos no trabalho do técnico Ney Franco, o diretor de futebol rubro-negro demonstrou tranquilidade, e se negou a dizer se o contrato firmado com o Vitória prevê o pagamento de multa em caso de rescisão.

"O Ney Franco tem contrato até 31 de dezembro de 2014. Até o momento, eu posso garantir que o Santos não procurou a gente", completou.