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Bahia fez 2 a 1 no Mineirão lotado e não pode mais cair. Cruzeiro recebeu a taça do título

Marquinhos Gabriel comemora o primeiro gol do Bahia no Mineirão
Pedro Vilela/Gazeta Press
Marquinhos Gabriel comemora o primeiro gol do Bahia no Mineirão

Com o título já confirmado, o Cruzeiro viveria mais uma dia de festa diante de seu torcedor na tarde deste domingo, no Mineirão, mas o Bahia conseguiu surpreender o time mineiro. O Tricolor de Aço foi valente marcou logo no início do primeiro tempo, chegou a sofrer o empate no segundo tempo, mas, no contra-ataque, garantiu a vitória fora de casa: 2 a 1.

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Já no começo do primeiro tempo, o Bahia resolveu surpreender. Em uma rápida descida ao ataque, Marquinhos recebeu dentro da área e tocou na saída de Fábio para inaugurar o marcador. A partir do gol tricolor, o jogo se tornou ‘defesa contra ataque’, já que o Cruzeiro tinha todo o domínio do confronto. A pressão deu resultado apenas aos 38 minutos do segundo tempo, quando Vinícius Araújo aproveitou a sobra na área e mandou para o fundo das redes.

O Cruzeiro não estava satisfeito com o resultado, seguiu no campo de ataque, mas acabou sendo surpreendido. Aos 45 minutos do segundo tempo, Souza fez o cruzamento para Anderson Talisca, que apareceu sem marcação e tocou para o fundo das redes. Era a vitória que garantia o Tricolor de Aço na primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

Torcida do Cruzeiro fez mosaico para celebrar o título brasileiro
Pedro Vilela/Gazeta Press
Torcida do Cruzeiro fez mosaico para celebrar o título brasileiro

O jogo - O dia era de festa na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Nos arredores do Mineirão, um trio elétrico já esperava pela torcida celeste, que se aglomerava no estádio para acompanhar a partida em que o Cruzeiro receberia a taça de tricampeão brasileiro. Dentro de campo, no entanto, o Bahia, precisando da vitória para respirar na luta contra o rebaixamento, estava com vontade de colocar ‘água no chopp’ dos anfitriões.

Desta forma, enquanto o Cruzeiro preservava a posse de bola, trabalhando no campo de ataque para evitar um desgaste ainda maior diante do calor de Belo Horizonte, o Bahia era mais objetivo, e, logo no início de jogo, conseguiu surpreender os donos da casa, inaugurando o marcador. Aos 15 minutos, William Barbio fez o lançamento para Marquinhos, que dividiu com a marcação e tocou na saída de Fábio.

Apesar da desvantagem, o Cruzeiro não perdeu sua principal característica. Sem maiores pretensões, o clube celeste seguiu com o toque de bola, não mostrou nervosismo, mas pouco assustava o Bahia com chances efetivas. Além disso, os mineiros tiveram dois grandes problemas na etapa inicial: Ricardo Goulart sentiu dores no joelho esquerdo, Everton Ribeiro teve problemas na virilha, e os dois deixaram o campo antes mesmo do intervalo.

Na bola parada, Souza teve a chance de completar para o fundo das redes com um leve desvio de cabeça, mas errou o alvo. Ao cobrar uma falta de longe, exigiu boa defesa do goleiro Marcelo Lomba. Ainda no primeiro tempo, também sobrou espaço para polêmicas com a arbitragem. Já aos 36 minutos, Dagoberto invadiu a área com velocidade e foi derrubado por Titi, mas nada foi marcado, o que deixou o atacante celeste muito irritado.

Já nos primeiros lances do segundo tempo, era possível perceber que o cenário da partida seria o mesmo. O Cruzeiro não demorou a se aventurar no ataque e quase balançou as redes aos dois minutos, com a triangulação mais bonita de seu ataque. Willian colocou velocidade, tabelou com Borges, que fez o pivô e ajeitou para Júlio Baptista. O meia buscou o ângulo com um chute colocado, mas a bola desviou na marcação e saiu pela linha de fundo.

Com uma postura mais agressiva do Cruzeiro, as chances não demoraram a aparecer. Aos nove, Borges teve a oportunidade mais clara de empatar. O atacante recebeu sem marcação dentro da área e mandou por cima do travessão. O Bahia, por sua vez, não deixava de assustar nos contra-ataques. Como referência do ataque tricolor, Fernandão era o homem mais perigoso do Tricolor de Aço, apesar de não aproveitar os lances ofensivos dos visitantes.

Para voltar a levantar o seu torcedor no Mineirão, o Cruzeiro apostou nas jogadas aéreas e teve três boas oportunidades seguidas para igualar o marcador. O primeiro a receber o cruzamento foi o atacante Borges, que parou em Marcelo Lomba. Na cobrança de escanteio, Júlio Baptista obrigou o goleiro tricolor a fazer mais uma linda defesa. Na sequência, o zagueiro Dedé se aventurou ao ataque, subiu com espaço, mas mandou por cima do travessão.

Aos 26 minutos, o time celeste até chegou a balançar as redes, mas a jogada foi invalidade pela arbitragem. Souza aproveitou o rebote dentro da área, marcou o gol, porém estava em posição irregular. Nos minutos finais, o cenário não foi alterado. O Cruzeiro seguiu no campo de ataque, pressionando o Bahia, e conseguiu o empate também na bola parada. Em mais uma cobrança de escanteio, Bruno Rodrigo desviou de cabeça e Vinícius Araújo completou para o fundo das redes.

A partida parecia definida no Mineirão. A torcida do Cruzeiro fazia a festa, o time celeste ainda pressionava em busca da virada, mas o Bahia surpreendeu. Souza puxou o contra-ataque, fez o cruzamento para Anderson Talisca, que tocou de perna esquerda e garantiu a vitória. Era o triunfo que garantia o Tricolor de Aço na primeira divisão em 2014.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 1 X 2 BAHIA

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 01 de dezembro de 2013, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Márcia Bezerra Lopes Caetano (RO) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
Cartões Amarelos: Dagoberto (Cruzeiro), Hélder e Fahel (Bahia)
Gols: CRUZEIRO: Vinícius Araújo, aos 39 minutos do segundo tempo
BAHIA: Marquinhos, aos 15 minutos do primeiro tempo, e Anderson Talisca, aos 45 minutos do segundo tempo

CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Lucas Silva, Souza Everton Ribeiro (Júlio Baptista) e Ricardo Goulart (Willian); Dagoberto e Borges (Vinícius Araújo)
Técnico: Marcelo Oliveira

BAHIA: Marcelo Lomba; Rafael Miranda, Demerson, Titi e Raul; Fahel, Hélder, Anderson Talisca e William Barbio (Fabrício Lusa); Marquinhos (Diones) e Fernandão (Souza)
Técnico: Cristóvão Borges

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