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Meia promete atuar como se estivesse em uma decisão de campeonato, enquanto treinador admite pouca motivação com jogo que não vale nada

A delegação do Santos desembarcou em São José do Rio Preto no final da tarde deste sábado para o último compromisso como mandante pelo Campeonato Brasileiro. Já sem pretensões no torneio nacional, o técnico Claudinei Oliveira reconheceu que o time dificilmente entrará motivado para encarar o Atlético-PR às 19h30 (de Brasília) deste domingo.

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"Não dá para comparar a motivação de uma partida que vale o título para uma partida como esta, mas temos a obrigação fazer o melhor para os torcedores do interior de São Paulo. Eles (atleticanos) vão vir com força máxima porque precisam do resultado para ficar no G-4", afirmou o comandante do time em entrevista à TV Tem .

A opinião do treinador, no entanto, não foi compartilhada por Walter Montillo. O meia argentino deixou claro que entrará no gramado do Teixeirão como se estivesse em uma final de campeonato. A intenção do camisa 10 alvinegro é deixar boa impressão à torcida e deixar a diretoria mais tranquila para fazer o planejamento de 2014.

Mesmo sem objetivo no Brasileirão 2013, Montillo promete jogar
Flickr/Santos F.C.
Mesmo sem objetivo no Brasileirão 2013, Montillo promete jogar "como se fosse título"

"Será um jogo muito difícil, porque o Atlético-PR ainda luta pela Libertadores. Para o Santos o jogo vale pelo peso da camisa, então temos de entrar pensando como se fosse título. Para nós vale muito este jogo, por ser contra um adversário difícil e que ainda está brigando na frente. O importante é vencer para terminarmos bem o ano e planejar 2014", ressaltou o armador.

A empolgação da torcida santista na cidade interiorana mostra mais sintonia com a opinião de Montillo. Isso porque a última parcial de venda dos ingressos mostrava que 8 mil entradas já haviam sido comercializadas para o duelo entre o Furacão, vice-líder com 61 pontos, e o Peixe, oitavo e melhor paulista com 51.

Argentino completa 50 jogos pelos clube paulista

No dia 3 de janeiro de 2013, a diretoria do Santos presenteou a torcida com a contratação de Walter Montillo. O argentino deixou o Cruzeiro por mais de R$ 30 milhões para substituir Paulo Henrique Ganso, mas não cumpriu as expectativas criadas pela torcida. Às 19h30 (de Brasília) deste domingo, diante do Atlético-PR, o meia completará 50 jogos pelo Peixe e espera que a marca seja um ponto de virada em sua passagem pela Vila Belmiro.

Montillo foi disputado com rivais do time praiano até o último de negociações e chegou para assumir a lendária camisa 10 de Pelé. O futebol apresentado no Cruzeiro e que fez o armador chegar à seleção argentina, porém, não apareceu. À sombra de Neymar no primeiro semestre e isolado após a saída do craque, o meio campista conviveu com lesões musculares e pouco produziu no novo clube.

"Para mim é um prazer vestir esta camisa e poder chegar a este número, que é especial. Apesar das lesões, tenho tentado fazer meu melhor nos treinos e nas partidas para orgulhar os torcedores. Espero fazer muitos mais jogos e que eu fique marcado na história do clube a partir do ano que vem. Que seja uma passagem feliz", projetou, em entrevista à TV Tem.

A ida de Neymar para o Barcelona foi vista como chance para Montillo assumir protagonismo no Santos no segundo semestre. O argentino melhorou de rendimento quando passou a atuar mais adiantado em campo, mas seguiu como mero coadjuvante devido ao ano brilhante de Cícero, artilheiro do time no Campeonato Brasileiro com 12 gols.