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"Meu contrato acaba em 31 de dezembro e tenho que acatar qualquer decisão. Até porque, não tendo renovação, acaba o vínculo", disse o treinador

Há duas semanas, Paulo Nobre procurou Gilson Kleina no vestiário do Pacaembu, logo após a garantia da volta do Palmeiras à Série A do Brasileiro, para prometer conversar sobre renovação. Mas, 14 dias depois, o técnico nunca mais falou sobre isso com ninguém da diretoria e já nem sabe mais se a promessa do presidente será cumprida. O tom é de despedida.

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"O que sei é que meu contrato acaba em 31 de dezembro e peço para ser profissional até o fim. Se tem um rótulo, é o profissionalismo. Se conversarem ou não, tenho que acatar qualquer decisão. Até porque, não tendo renovação, acaba o vínculo", disse o técnico, que diminuía o tom de voz ao falar sobre sua situação.

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Os relatos são de que os dirigentes não o procuram nem em meio às viagens com o time. Não há nenhuma esperança de que isso mude no longo trajeto até Belém, onde o Verdão enfrentará o Paysandu precisando apenas de um empate para ser campeão a três rodadas do fim da competição.

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No clube, é nítido o clima de despedida. Kleina já relatou a pessoas mais próximas o sentimento de que não vai ficar, e essa sensação passa para os jogadores. Durante sua entrevista coletiva neste sábado, após a vitória sobre o Joinville, o treinador chegou a falar que o tratamento especial a Valdivia será mantido "enquanto estivermos aqui, a próxima comissão faz da maneira que tem que fazer", em um indício claro de adeus.

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Como tem ocorrido desde que prometeu negociar com Kleina sobre renovação, Nobre passou pelos jornalistas recusando-se a dar entrevistas neste sábado. Parece que faz o mesmo com o treinador que garantiu com seis rodadas de antecipação a volta à primeira divisão nacional. Publicamente, o treinador avisa que não negociará com ninguém enquanto a diretoria não oficializar a decisão de não prorrogar seu contrato.

"Ainda não acabou a Série B para termos essa conversa. Não estou decepcionado com a diretoria, estou muito comprometido. O que a gente tem que fazer no dia a dia é passar motivação, seriedade. Se não acontecer a renovação, tenho vínculo até 31 de dezembro. Se as coisas não derem continuidade, eles podem fazer essa avaliação", conformou-se o técnico.

Ao falar se fica ou não, o sorriso só apareceu em Kleina quando ele soube que torcedores diziam que ele merece permanecer para "comer o filé mignon da Série A". "Fico orgulhoso, a torcida é o termômetro. Não somos unanimidade, ainda mais em uma torcida exigente, mas, aos poucos, vamos conquistando pela seriedade, pela transparência. Mas tem que ser resolvido pelo que for melhor para o Palmeiras", discursou.

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