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Substituído no segundo tempo do duelo contra o Nacional de Medellín, atacante do São Paulo levou cartão amarelo no banco de reservas por atirar uma segunda bola em campo

Uma semana depois de ter sido cobrado publicamente por Muricy Ramalho, Luis Fabiano voltou a jogar - por pouco tempo, até os dez minutos do segundo tempo -, mas não saiu satisfeito de campo, a não ser pela classificação do São Paulo para a semifinal da Copa Sul-americana. Após o empate por 0 a 0 com o Atlético Nacional , em Medellín, o atacante disse que só conseguirá recuperar o auge físico a partir da próxima temporada, na qual, voltou a indicar, talvez não mais com a camisa tricolor.

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"Quando você passa por momentos difíceis, é lógico que não fica satisfeito. Isso é com qualquer um. Se eu estivesse feliz, poderia parar, porque estaria acomodado. Posso melhorar ainda para 2013, sim, mas falta pouco tempo. A forma ideal requer meses e jogos. Acho que, no ano que vem, no lugar em que eu estiver, vai ser um ano muito melhor em termos de condicionamento físico, até porque a gente não vai errar tanto quanto erramos", falou.

Luis Fabiano em ação contra o Nacional
Rubens Chiri/Site oficial
Luis Fabiano em ação contra o Nacional

"Falta pouco tempo. Tem que contar com a parte técnica também. Não adianta eu me recuperar e ficar de fora também. Eu estava um mês sem jogar e voltei agora. Venho tendo dificuldade. Espero que, com sequência de jogos e trabalho a mais, eu consiga pelo menos melhorar neste final de ano. Depois, vou sair de férias, com a cabeça tranquila, erguida, para pensar o que fazer da minha vida", acrescentou.

Pensar o que fazer da vida significará analisar propostas para deixar o São Paulo, como já fez no meio do ano. Mesmo em baixa, e vendo Aloísio crescer de produção - o centroavante reserva o igualou na artilharia e, ultimamente, tem sido tão ou mais ovacionado do que ele pela torcida, sempre há clubes do exterior interessados em contar com seu futebol.

"Agora, qualquer especulação não vem ao caso. O momento é de focar em outras situações, e não de pensar no que está surgindo e no que vai surgir. A gente tem um mês para salvar o ano, então o momento é de pensar em recuperar a forma física e voltar a jogar bem. Depois, vou ter tempo para pensar o que quero fazer da minha vida", desconversou, quando questionado mais incisivamente sobre propostas reais.

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Muricy, por sua vez, não quis alimentar polêmica. Depois de dizer que a recuperação de Luis Fabiano dependia dele, o treinador ficou irritado ao ouvir pergunta sobre a atuação do camisa 9, que mais uma vez foi substituído por Ademilson, depois do intervalo.

"Prefiro falar bem do Aloísio, que está fazendo muitos gols, do Paulo Miranda, que está jogando muito bem, do Rodrigo Caio, do que começar a ver coisas negativas como você (jornalista) vê. Assim, a gente não sai do lugar", respondeu, querendo ou não, com crítica indireta ao centroavante.

Luis Fabiano ri de amarelo no banco e põe culpa em gandula

Substituído no começo do segundo tempo, Luis Fabiano conseguiu ser advertido pelo árbitro nos acréscimos do jogo desta quarta-feira, contra o Atlético Nacional. O são-paulino recebeu cartão amarelo aos 47 minutos por jogar uma segunda bola em campo com a partida em andamento.

"Só rindo mesmo, porque consigo tomar cartão até no banco", ironizou, ao deixar o Estádio Atanasio Girardot. "Joguei a bola para o gandula, ele não pegou, ela entrou. Não sei se isso requer punição. A gente está cansado de ver isso, acontece direto. Se for assim, gandula tem que tomar cartão amarelo toda hora".

Se o cartão foi culpa do gandula, em sua opinião, Luis Fabiano ao menos assumiu o desempenho aquém do esperado no tempo em que esteve em campo, ao lado de Aloísio. O camisa 9 voltou a atuar depois de ser preservado pelo técnico Muricy Ramalho no fim de semana, em rodada do Campeonato Brasileiro, por questões físicas.

Questionado sobre qual avaliação fazia de sua atuação, ele preferiu exaltar a conquista da vaga para a semifinal da Copa Sul-americana, embora tenha reconhecido mais uma vez não estar em plenas condições de jogo.

"O importante é valorizar a classificação. É lógico que não estou vivendo um momento que gostaria de viver, não estou fisicamente no nível em que gostaria de estar. Mas, paciência. É o que eu posso dar. Infelizmente, as lesões atrapalharam muito. Só jogando é que as coisas vão voltar ao normal", opinou.

Ele e o restante da delegação retornaram na manhã desta quinta-feira ao Brasil. A julgar pelo planejamento recente da comissão técnica, é possível que ele não viaje a Curitiba para enfrentar o Atlético-PR, no domingo.

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