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Técnico voltou a ser questionado sobre a situação no clube paulista após o empate em 1 a 1 com o Vitória

Tite, técnico do Corinthians
Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Tite, técnico do Corinthians

Tite voltou a ser questionado sobre sua perspectiva para 2014 após o empate do Corinthians com o Vitória . O treinador foi menos enigmático do que em outras oportunidades e, à sua maneira, cheio de pausas dramáticas na fala, colocou a possibilidade da renovação de seu contrato - que expira em dezembro - a critério do clube.

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Uma dessas pausas foi feita quando a pergunta era relativa à vontade de sua família, acostumada a São Paulo desde o retorno do gaúcho à cidade, há mais de três anos. Após longa espera, o técnico se permitiu responder. "Ninguém quer que eu saia do Corinthians. Pronto."

O que Tite diz ainda não saber é se o clube tem a mesma ideia. A diretoria vem repetindo à exaustão que a avaliação do trabalho será feita após o Campeonato Brasileiro - ou, ao menos, depois que o time atingir a pontuação necessária para afastar o risco de rebaixamento.

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"Primeiro, é o clube. O momento é do clube, vou colocar o clube acima de tudo, o que enxergarem que for melhor para o clube. Essa é a essência, não a vontade da minha família, a minha vontade. Sou um cara privilegiado e não estou falando de forma demagógica. Parte do Corinthians aquilo que é melhor para o Corinthians", afirmou o treinador.

Após uma passagem entre 2004 e 2005, Tite retornou ao clube do Parque São Jorge no fim de 2010, buscando o título do Campeonato Brasileiro. Não deu certo, mas a meta foi atingida no ano seguinte, ao qual se seguiu uma temporada ainda melhor, com as conquistas da Copa Libertadores e do Mundial.

Não foi tão bom 2013, especialmente após os títulos do Campeonato Paulista e da Recopa Sul-americana. O segundo semestre ruim, muito provavelmente, vai tirar a equipe alvinegra da Copa Libertadores após participações em quatro edições consecutivas.

Tite mantém esperança de classificação, mas tem consciência de que a possibilidade é remota. "A vida não é só ganhar, como aconteceu nos cinco semestres anteriores. É reconstruir também. Tenho que ter a simplicidade de observar isso", concluiu o técnico, que ainda não sabe se poderá fazer essa reconstrução no próximo semestre.

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