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Goleiro ficou chateado com as vaias e cobranças dos torcedores na partida contra o São Caetano, que selou o acesso do Palmeiras à Série A

Fernando Prass, goleiro do Palmeiras
Divulgação/Palmeiras
Fernando Prass, goleiro do Palmeiras

O goleiro Fernando Prass deixou o gramado do estádio do Pacaembu, no sábado, chateado com a reação dos torcedores do Palmeiras , que vaiaram e cobraram o time mesmo com a confirmação do acesso. Depois de dois dias de folga, o jogador tentou encontrar explicações para o comportamento dos palmeirenses e acredita que a segunda participação do clube na Série B do Campeonato Brasileiro foi o motivo dos protestos.

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"Não é normal (vaiar depois do acesso), mas também temos de tentar entender por que aconteceu. Estou há pouco tempo no Palmeiras e fui ouvir opiniões. Sei que o empate frustrou a festa, mas o importante era o objetivo. Na primeira vez em que o time foi rebaixado, assim como aconteceu com o Vasco, a torcida abraçou. Mas acho que saturou um pouco por ser a segunda vez, a torcida está de saco cheio", afirmou.

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O Palmeiras teve seu primeiro rebaixamento no Brasileirão de 2002 e, na temporada seguinte, teve no Palestra Itália lotado seu grande trunfo para se reerguer. Desta vez, os torcedores não estão mais tão próximos dos jogadores, fazendo cobranças durante todo o ano.

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No sábado, o clube obteve o acesso matematicamente com o empate por 0 a 0 com o São Caetano, em um dia em que se imaginava festa. Porém, a principal organizada alviverde criticou o elenco e foi abafada pelo restante do estádio. Antes disso, torcedores nas cadeiras cobertas xingaram o técnico Gilson Kleina.

A onda de protestos teve sequência no domingo, já que os muros da sede social do Verdão amanheceram com pichações contra o presidente Paulo Nobre, o meia Valdivia e o restante do elenco. Presente no acesso do Vasco, Fernando Prass se mostrou surpreso com a situação no Palmeiras e não sabe o que acontecerá se o time alcançar também o título da segunda divisão.

"É difícil falar agora. Não esperava uma grande festa, mas também não imaginava a reação que houve. Vou esperar o título para saber a reação depois", afirmou o goleiro, que revelou a tristeza do elenco com o comportamento dos palmeirenses.

"Isso acabou frustrando alguns, mas serviu também para colocarmos na balança e conseguirmos entender um pouquinho o que acontece", encerrou o goleiro, que recebe poucas críticas desde que chegou ao clube, no início da temporada.

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