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Com contrato até o fim do ano, técnico Gilson Kleina quer recolocar o Palmeiras na elite do futebol brasileiro. O comandante fala em tom de despedida

O técnico Gilson Kleina fala em tom de despedida
Divulgação/Palmeiras
O técnico Gilson Kleina fala em tom de despedida

A um dia de poder conquistar o acesso ao Campeonato Brasileiro, o técnico Gilson Kleina não vê a hora de "tirar o peso das costas" e recolocar o Palmeiras de volta à elite do futebol brasileiro. Na semana em que a expectativa é grande, o treinador fez questão de realizar uma reunião no vestiário para acalmar o elenco. Ele quer todos "suando sangue" no gramado do Pacaembu, neste sábado, contra o São Caetano.

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"Nós tivemos uma reunião ontem (quinta-feira) para externar alguns pontos importantes. Na véspera da partida, é preciso descontrair. Eu até preciso saber quem venceu o rachão, porque vai ter de pagar cesta básica. Eu sempre passo pela Allianz Parque, porque moro perto, e vi filas quilométricas de torcedores nas bilheterias. Isso nos motiva, pois é um reconhecimento do nosso trabalho também e nós vamos fazer de tudo para retribuir, honrar essa camisa. Se tiver de suar sangue, vamos ter de suar para conseguir o acesso", afirmou o comandante durante entrevista coletiva na Academia de Futebol, nesta sexta-feira.

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Kleina também tenta amenizar a ansiedade conversando em particular com alguns jogadores. A estratégia visa dar confiança a cada um e evitar que o nervosismo prejudique o desempenho da equipe.

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"Tivemos uma semana cheia, com muita exposição da mídia, e quis aproveitar para conversar individualmente com alguns atletas. Sabemos que o espírito desse jogo é uma final, então há uma ansiedade, mas temos de usá-la em nosso favor. É necessário ter concentração. É uma vitória que somente nós podemos construir e colocar o calendário para o Palmeiras em 2014", completou.

Para a "decisão para o acesso", o técnico Gilson Kleina terá o meia Valdivia à disposição. Durante o treino tático desta sexta-feira, o chileno foi testado entre os titulares e começará a partida. O palmeirense fez questão de exaltar a qualidade do meia e o considerou gênio.

"É importante ter um articulador (o Ananias) e o Valdivia. Quando o Valdivia entra, entra a genialidade. Ele dá outro ritmo ao jogo e parece que antevê as jogadas. É um cara diferente. E essas partidas decisivas conspiram a favor desses jogadores. Quem sabe, em um lance ele (Valdivia) faça a diferença e, de repente, marque o gol de acesso", deslumbrou.

Kleina fala em tom de despedida e cita "rei" Roberto Carlos

Com ainda situação indefinida, sem saber se continuará ou não no Palmeiras, o técnico Gilson Kleina falou em tom de despedida sobre a situação e até citou a música "Emoções", do cantor Roberto Carlos.

"É claro que quero dar continuidade ao trabalho que começou, mas tem de ver de que forma é planejado. Colocamos muitas coisas e atribuições ao elenco, valorizamos a base. Luis Felipe e Vinicius são realidades no Palmeiras e no futebol mundial. O desempenho nos fez crescer de patamar, a seriedade foi grande. Fiquei sabendo que o Roberto Carlos é palmeirense e vascaíno. Então, se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi", disse ele citando o trecho da canção.

Kleina tem o apoio dos torcedores para continuar no clube, mas caso isso não aconteça, vai pensar no futuro. "Eu também preciso entender que o futuro segue para o profissional Gilson Kleina. Mas ainda não tivemos esse tipo de conversa e o meu futuro segue aberto. Tenho de estar focado no Palmeiras", encerrou o técnico, cujo contrato se encerra em dezembro.

O Palmeiras entra em campo neste sábado, contra o São Caetano, no Pacaembu, às 16h20 (de Brasília), pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Um empate pode garantir o retorno da equipe à Série A.

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