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De acordo com Sandro Meira Ricci, torcedores do Atlético-PR ainda arremessaram um objeto contra os jogadores reservas do Coritiba

Paulo Baier marcou os gols do Atlético-PR na vitória por 2 a 1 de virada sobre o Coritiba
Futura Press
Paulo Baier marcou os gols do Atlético-PR na vitória por 2 a 1 de virada sobre o Coritiba

As ocorrências durante o clássico contra o Coritiba, no último domingo, no estádio Durival de Britto, devem render punições ao Atlético-PR . Segundo a súmula eletrônica, disponibilizada pela CBF (Conderação Brasileira de Futebol), o árbitro Sandro Meira Ricci relatou problemas na arquibancada e também objetos arremessados dentro do campo. Se penalizado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), o clube pode perder até dez mandos de jogos. 

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No fim do primeiro tempo, o alambrado que estava a torcida do Atlético-PR inclinou-se durante a comemoração do segundo gol da equipe, que venceu por 2 a 1. No entanto, o árbitro percebeu o ocorrido na volta para o segundo tempo, quando chamou o reforço policial para garantir a segurança no local. 

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Por causa do problema na arquibancada o reinício da partida foi atrasado. Ainda houve confronto entre os torcedores do Atlético-PR, que motivou a intervenção dos policiais militares com tiros de borracha e bombas de efeito moral. 

"Houve um atraso de 12 minutos no reinício de jogo devido ao fato de o alambrado, onde se encontrava a torcida do Atlético-PR, no lado oposto ao das áreas técnicas, ter envergado na direção da própria torcida. Segundo o relato do comandante do policiamento, tenente coronel Karen Denise Krasinski, o envergamento do alambrado foi provocado por pessoas da torcida citada que subiram nele para comemorar o resultado do primeiro tempo", escreveu Sandro Meira Ricci na súmula. 

O árbitro também lembrou que um isqueiro foi arremessado em direção aos reservas do Coritiba após o primeiro gol do time visitante. O atacante Bill recolheu o objeto e entregou-o ao quarto árbitro. Assim, o clube deve ser denunciado pelo Artigo 213 do CBD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que prevê multa de até R$ 100 mil além de perda de mando de campo de uma a dez partidas. No entanto, o mesmo artigo diz que, se o clube prender o responsável e fizer o Boletim de Ocorrência, estará isento de responsabilidade.

A situação do Atlético-PR pode se complicar ainda mais pela reincidência na infração. No dia 29 de setembro, durante o jogo contra o Vitória, também no Durival de Britto, uma pedra teria sido arremessada no lateral-esquerdo Euller, reserva do time rival. O árbitro do confronto relatou o ocorrido na súmula, e o clube também pode ser punido. 

*Com Gazeta Esportiva

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