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Jogador marcou depois de um escanteio o primeiro gol do São Paulo diante do Vasco na partida de domingo pelo Campeonato Brasileiro

Rodrigo Caio é o cara das bolas altas do São Paulo
MICHAELA REHLE/REUTERS
Rodrigo Caio é o cara das bolas altas do São Paulo

Ao retornar ao São Paulo, Muricy Ramalho minimizou a bola parada como ponto forte. O treinador justificou que, diferentemente de sua passagem anterior, quando os jogadores eram "tudo gigante", desta vez ele não teria grandes cabeceadores. Graças a Rodrigo Caio, porém, pode ser convencido do contrário.

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Após cobrança de escanteio de Jadson, o volante - no domingo, ele atuou como volante mesmo, e não como zagueiro - fez de cabeça o primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, a qual tirou a equipe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro após 12 rodadas.

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Antes disso, embora viesse dizendo que havia acompanhado todas as partidas anteriores da equipe por ser torcedor do São Paulo, Muricy não conhecia Rodrigo Caio. Mostrou isso já na quinta-feira, quando foi citá-lo. "Rodrigo, né?", perguntou aos jornalistas, depois de estrear com triunfo sobre a Ponte Preta, no Morumbi.

Rodrigo não é gigante mesmo. Tem 1,82m, segundo sua ficha técnica no site do clube, e é menor do que muitos outros atletas do elenco, como todos os zagueiros e até os meias Maicon e Paulo Henrique Ganso, por exemplo. Ainda assim, tem uma impulsão de dar inveja e superar marcadores, razão pela qual sempre se destacou nos treinos, no CT da Barra Funda.

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"A gente trabalha pra defender e ajudar o time na defesa. Mas, quando surge uma brecha, tento surpreender lá na frente", disse o jogador de 20 anos, em São Januário.

Todos seus gols como profissional saíram em cabeceio. Mas foram só três (além do anotado contra o Vasco, fez contra Atlético-PR, também nesta edição da competição nacional, e São Bernardo, no Campeonato Paulista), é verdade. Talvez falte a ele um assistente como Jorge Wagner, citado por Muricy como um grande cobrador de bola parada, ou somente mais atenção da comissão técnica com o fundamento.

"Mas é uma situação que tem que ser treinada mesmo, porque, no futebol de hoje em dia, pelo maior contato, existem muitas faltas. Temos que treinar", já havia avisado Muricy, dias antes, sem saber que sua segunda partida seria decidida dessa forma - o segundo gol também teve origem em bola parada, mas o zagueiro Antônio Carlos empurrou a bola com a perna.

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