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Técnico diz que tenta criar nos treinos condições para entrosamento entre os jogadores e ainda tenta facilitar a vida do chileno para tê-lo em campo mais vezes

América-MG recebeu o Palmeiras na série B
Yuri Edmundo/Gazeta Press
América-MG recebeu o Palmeiras na série B

As dificuldades defensivas do Palmeiras no empate com o América-MG não farão Gilson Kleina mudar seu esquema tático. O time voltou a sofrer com Valdivia e Mendieta juntos e Wesley ao lado de Márcio Araújo como volantes, como no 2 a 2 com o Ceará, mas o técnico analisa a formação tática como um risco necessário.

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"Jogando com dois volantes e dois meias, cria-se muito e se expõe, porque os jogadores precisam chegar, alimentar o ataque e, às vezes, um setor pode ficar descoberto. Mas é um risco que precisamos correr", disse o treinador, que tem sofrido nesta Série B do Brasileiro com as retrancas adversárias.

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Kleina se sente mais seguro no 4-3-3, mas quer aproveitar Mendieta e Valdivia juntos, tanto que não cogita retomar tão cedo o posicionamento com três volantes para aumentar a proteção ao chileno. Com o paraguaio, na avaliação do comandante, a marcação especial sempre preparada pelos rivais ao camisa 10 é minimizada.

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"Eles precisamos se conhecer melhor e tentamos fazer treinamentos com condições próximas às de jogo para isso. O Valdivia tem uma característica, o Mendieta tem outra e precisamos aliá-las e agregar para termos uma equipe forte coletivamente", falou o técnico, que tenta facilitar a vida de Valdivia para tê-lo em campo mais vezes.

"O Valdivia vem evoluindo depois daquela lesão. Tivemos condições de recuperá-lo durante a semana e ele atuou praticamente no jogo todo, fazendo uma função mais avançada no segundo tempo para não ter desgaste, sem precisar retornar do meio para trás porque é do meio para frente que pode ser perigoso e diferente na criação", explicou.

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O gol marcado em cruzamento de Luis Felipe para Leandro, na visão de Kleina, justifica a presença de Valdivia e Mendieta juntos. "Temos condições de jogar dentro e fora de casa com a mesma postura. Mesmo não sendo fácil, temos condições de fazer o resultado. Se não for para ampliar o placar, pelo menos para não tomar gol. Contra o América-MG, fizemos gol, mas, infelizmente, tomamos."

O gol do América-MG surgiu exatamente no espaço deixado pela defesa. Mesmo com mais gente na frente, Henrique e Márcio Araújo mantêm suas rotinas de atacar deixando de lado suas responsabilidades na marcação. Independentemente disso, o que Kleina deseja é mais velocidade e objetividade com a posse de bola que tende a ser maior com Valdivia e Mendieta juntos.

"Em alguns momentos, é importante respirar e manter o resultado. Mas, com os espaços que o América-MG dava, tínhamos condição de fazer o segundo gol. Estávamos buscando, só precisávamos de um pouquinho mais de tranquilidade", analisou o treinador.

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