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Em conversa com o elenco do Palmeiras, o treinador tem apontado a falta de sorte como maior problema na atual sequência de quatro jogos sem vitória

Desde a bronca pública do presidente Paulo Nobre pela eliminação na Copa do Brasil, os jogadores do Palmeiras têm se esforçado nas entrevistas para dar apoio a Gilson Kleina. Mesmo que, para isso, seja usado como argumento o sucesso de um arquirrival. É o que fez Vinicius, citando a reviravolta de Tite no Corinthians após a humilhante eliminação em fase preliminar da Libertadores para o colombiano Tolima, em 2011.

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"É difícil se ver o trabalho de um treinador em pouco tempo. É só ter como exemplo o técnico do Corinthians. O Tite foi eliminado da Libertadores com pouco tempo no cargo e, com bastante tempo, ganhou Libertadores, Brasileiro, Mundial, Paulista...", citou o atacante, indicando a campanha palmeirense na segunda divisão como prova da qualidade do técnico do Palmeiras.

Gilson Kleina, técnico do Palmeiras
Fernando Dantas/Gazeta Press
Gilson Kleina, técnico do Palmeiras

"Tem que dar mais tempo, e ele está mostrando o valor dele", apontou o jogador. "O Kleina faz um excelente trabalho, somos líderes da Série B. Claro que temos a obrigação de subir, mas, se for comparar com o time da última vez que o Palmeiras caiu, estamos alguns passos à frente", continuou.

Em conversa com o elenco, o treinador tem apontado a falta de sorte como maior problema na atual sequência de quatro jogos sem vitória. Assim, como concorda Vinicius, não é possível questionar o trabalho de Kleina, que nunca foi o preferido de Nobre, escapou da demissão porque, entre outros motivos, sua saída custaria caro e que ainda não faz parte dos planos do clube para o centenário.

"O Gilson falou que estamos jogando bem, mas estamos dando azar. Então temos que treinar e praticar porque, nesta hora, o azar não pode nos atrapalhar", comentou o atacante, citando o 0 a 0 com a Chapecoense, quando Kleina deixou o Pacaembu ouvindo palavrões e sendo chamado de burro, como prova da tese do técnico.

"Contra a Chapecoense, que é segunda colocada do campeonato, tivemos oportunidade de ganhar até por placar largo. Infelizmente, a bola não entrou. A bola do André foi bizarra, bateu no braço do goleiro e foi para o lado", citou, lembrando da cabeçada de André Luiz na trave no último minuto. Lance que justificou a postura cabisbaixa que Kleina tem mostrado desde a apática atuação contra o Atlético-PR que motivou as críticas de Paulo Nobre.

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