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Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol pedia que jogadores fossem impedidos de atuar no Brasileirão em um intervalo inferior a 66 horas entre as partidas

A Juíza do Trabalho Milena Casacio Ferreira Beraldo, da 8ª Vara de Campinas, indeferiu nesta quarta-feira a ação civil coletiva da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol contra a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) que pedia que jogadores fossem impedidos de atuar no Brasileirão em um intervalo inferior a 66 horas entre as partidas. Isso significa que as partidas São Paulo x Criciúma e Náutico x Vasco acontecerão normalmente nesta quinta.

Na sentença, a juíza afirma que “à ré não compete ‘impedir’ a participação ou o trabalho do atleta profissional em situação regular de registro junto à entidade, ainda que em condições aparentemente inadequadas ou em descompasso com seu próprio regulamento”. Isso significa que a CBF não é a responsável por não colocar os jogadores em campo, mas sim os clubes.

“Federação (dos Atletas) ora autora entende que lesão ainda que potencial existe à higidez física e mental do atleta profissional, poderá intentar a medida judicial em face do imediato responsável pelo contrato de trabalho do trabalhador e não contra quem compete tão somente elaborar e fazer cumprir o Calendário Anual das Competições”, completa Beraldo.

O São Paulo fará nesta quinta-feira seu terceiro jogo em cinco dias. No domingo, a equipe empatou com o Botafogo no Rio de Janeiro. Na terça, bateu o Náutico no Recife.

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