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STJD condenou clubes por conta de confusão entre torcedores realizada no dia 25 de agosto no estádio Mané Garrincha, em Brasília

Torcedores de Vasco e Corinthians brigam no Mané Garrincha
Adalberto Marques/ Agif/Gazeta Press
Torcedores de Vasco e Corinthians brigam no Mané Garrincha

O STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva) puniu nesta quarta-feira Corinthians e Vasco pela briga de torcedores no estádio Mané Garrincha, em Brasília, no dia 25 de agosto. O clube paulista levou multa de R$ 80 mil, enquanto os cariocas terão de pagar R$ 50 mil. Ambos também foram condenados a jogar duas partidas com os portões fechados e outras duas somente com torcida visitante.

A decisão foi tomada em unanimidade pela Terceira Comissão Disciplinar do STJD. Apesar do mando de campo ter sido vascaíno, a pena para o Corinthians é maior, pois o relator Francisco de Assis Pessanha Filho considerou o comportamento dos torcedores do time do Parque São Jorge mais grave.

A briga começou quando torcedores corintianos invadiram o setor em que estavam as organizadas do Vasco. Um vereador e três torcedores que ficaram preso em Oruro, na Bolívia, estavam entre os envolvidos na confusão.

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Os dois clubes foram denunciados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: “Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: I — desordens em sua praça de desporto”.

Como o jogo foi em Brasília, a procuradoria do STJD pediu que o cumprimento da perda de mando de campo seja com portões fechados. Em duas partidas da pena haverá venda de ingressos para a torcida visitante.

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Quem teve a palavra no início foi o procurador Rafael Vanzin: "As cenas públicas e notórias protagonizadas por vândalos travestidos de torcedores chocaram. Isso denota a falta de repressão por parte de ambas as equipes. A denúncia foi muito bem embasada", disse.

Em seguida, a advogada do Vasco, Luciana Lopes saiu em defesa de ambos os clubes. Ela é filha de Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.

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"Não estamos vendo a CBF ser denunciada, nem o poder público. Só as duas equipes, que não tem como serem responsabilizadas. A segurança cabe ao poder público. O Vasco tomou todos os cuidados, convocou o policiamento, fez reunião de segurança. Mas não tem poder de polícia", afirmou a advogada.

O discurso do representante do Corinthians, João Zanforlin, seguiu linha parecida, embora ele tenha sido irônico em vários momentos. No início, disse que o caso, por precisar "da aplicação de normas internacionais", merecia uma defesa em inglês.

"Mas não vou fazê-lo, porque o meu inglês está mais para Joel Santana do que para William Shakespeare", brincou o corintiano.

Por fim, foi realizada a votação dos auditores Francisco de Assis Pessanha Filho, Ricardo Graiche, Roberto Vasconcellos, Gustavo Teixeira e do presidente Fabrício Dazzi: "Esse tipo de infração não pode ocorrer em um estádio que vai receber a Copa, em um país que vai receber a Copa", afirmou Graiche.

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