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Na próxima segunda-feira, conselheiros do clube discutirão as contas do ex-presidente e decidirão se elas serão aprovadas ou não

Paulo Nobre conhecerá dívida deixada por antecessor
Gazeta Press
Paulo Nobre conhecerá dívida deixada por antecessor

A situação financeira do Palmeiras é uma das maiores preocupações do presidente Paulo Nobre desde que assumiu o cargo, em janeiro deste ano. Depois de declarar que só pode utilizar 25% do orçamento planejado para este ano, foi convocada uma Assembleia Geral, pelo COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), para discutir as contas da gestão de Arnaldo Tirone, ex-presidente e antecessor de Nobre.

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A reunião será entre os conselheiros e está marcada para a segunda-feira da próxima semana, às 20h, na Academia de Futebol. Na pauta está o balanço financeiro da última administração, ainda não aprovado por causa de um atraso na auditoria terceirizada. A consultoria, à época, alegava que faltavam documentações, como contrato de jogadores, prestações de contas a pagar e receber e notas fiscais.

No encontro, será possível conhecer o valor da dívida deixada por Tirone e também quanto do orçamento de 2013 ele utilizou.

Roberto Frizzo, vice-presidente de Tirone no biênio 2011/2012, comentou o caso. "Quando assumimos, o presidente anterior (Luiz Gonzaga Belluzzo) também havia utilizado 75% do orçamento. A partir do momento que o clube vai se endividando, um vai jogando a bola para o outro. Assumimos o clube com uma dívida altíssima, com Valdivia para pagar e 75% do orçamento comprometido", defendeu-se Frizzo ao iG Esporte .

No entanto, ao adotar a política do bom e barato, Paulo Nobre tem conseguido desafogar o clube das dívidas e trabalhar com o orçamento, ainda que ele seja limitado. O término das atividades do Palmeiras B, do futsal e dos esportes olímpicos adultos contribuiu para a economia. A declaração de Celso José Bellini, diretor financeiro do clube, é exemplo de que a postura do presidente tem dado certo.

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"Nós já estamos bem (financeiramente). A nossa situação hoje não é tão ruim assim como falam. Nós estamos seguindo o nosso planejamento. É claro que não vai surtir efeito imediato, mas estamos caminhando positivamente", afirmou Bellini.

Paulo Nobre já conseguiu pagar parte dos direitos de imagens de alguns atletas que estavam atrasados e tem visto o programa de sócio-torcedor, Avanti, se expandir e gerar receita ao clube.

"A preocupação da diretoria é não passar o clube para o próximo presidente da mesma maneira que clube foi recebido por Paulo Nobre. Quando o Palmeiras for competitivo, isso vai ser constante. Nós queremos um time competitivo sempre, sustentável. Um time que eu sei que posso ser campeão e que no ano seguinte não estará no 20ª lugar, como aconteceu em outros clubes", declarou o diretor-executivo José Carlos Brunoro durante entrevista coletiva na última sexta-feira.

"Patrocínio master não é falta de trabalho"

Sem receita de patrocinador master desde a saída da Kia, em maio deste ano, o Palmeiras segue na busca por um parceiro, mas não atribui a falta de acordo à falta de trabalho da diretoria.

"Mesmo sem patrocínio, estamos atuando muito forte com várias empresas e em várias frentes para conseguir dinheiro. Tivemos um aumento de receita considerável, pois conseguimos melhorar os contratos, o licenciamento de produtos e saímos de cinco mil associados no Avanti para 30 mil. Se não arrumar um patrocinador master é não trabalhar, essa análise é no mínimo incoerente", afirmou Brunoro, que ainda ressaltou o trabalho feito durante esses sete primeiros meses de gestão de Nobre.

"A minha função é profissionalizar todo o clube e conseguimos fazer isso nas categorias de base, no departamento de marketing, no departamento de esportes olímpicos, no departamento profissional e assessoria de imprensa. Isso é apenas algumas coisas que fizemos nesses meses. Se o trabalho é independente apenas do patrocínio, eu não posso ser cobrado. O presidente tem feito um trabalho excepcional, tem tomado decisões corajosas e acho que para sete meses de trabalho, isso é coisa para burro. Espero que isso seja reconhecido", desabafou o CEO.

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