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Câmeras de identificação do Mané Garrincha serão usadas para evitar a entrada de brigões

Torcedores de Vasco e Corinthians brigam no Mané Garrincha
Adalberto Marques/ Agif/Gazeta Press
Torcedores de Vasco e Corinthians brigam no Mané Garrincha

O Governo do Distrito Federal quer obrigar todos os torcedores ligados a torcidas organizadas a se identificar antes de entrarem no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. A medida será tomada para evitar ou inibir que os associados a estas facções se envolvam em brigas como a do último domingo, quando torcedores de Corinthians e Vasco brigaram nas arquibancadas do estádio. 

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Nenhum torcedor ficou preso após as brigas do último jogo e também durante a partida entre Flamengo e São Paulo , há duas semanas, quando também houve briga entre torcedores (mas fora do estádio). A ideia da administração do Mané Garrincha é que com a identificação prévia os torcedores se sintam inibidos a brigar nos jogos. 

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A identificação prévia já é adotada pela Polícia Militar de São Paulo, mas não evita brigas. Na final do Campeonato Paulista, por exemplo, santistas brigaram entre eles e corintianos também brigaram entre corintianos  dentro do Pacaembu. O Mané Garrincha é recém inaugurado e tem câmeras modernas que identificam todos os presentes no estádio e a administração do estádio promete usá-las para auxiliar a Polícia a identificar agressores. 

"O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha conta com uma central de monitoramento de todo o estádio, que centraliza as imagens captadas pelas câmeras que filmam toda a movimentação do público tanto na área interna quanto externa. Durante as partidas, a central conta com a presença de representantes das forças de segurança pública do DF, além de representantes do Ministério Público do DF. Por isso, as imagens, cedidas à Secretaria de Segurança Pública do DF, e serão usadas para auxiliar a investigação policial", disse a administração do estádio por meio de nota da assessoria de imprensa. 

Um dos fatores que contribuíram para a briga entre corintianos e vascaínos foi a ausência de divisórias entre os setores do estádio. Segundo o Governo do DF, administrador do estádio, não há intenção de se criar obstáculos nas arquibancadas, mas que medidas serão tomadas para que as cenas do último domingo não se repitam.

"A Secretaria de Segurança Pública fará uma avaliação interna da operação realizada no jogo de domingo (entre Vasco e Corinthians), como tem feito ao final de cada partida, e definirá posteriormente se caberão mudanças para os próximos jogos ou não. Esclarecemos ainda a decisão de dividir ou não as torcidas não se deve ao padrão adotado nos eventos da FIFA e sim a uma estratégia de segurança pública", completou o Governo do DF, em nota. 

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