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Ex-diretor jurídico do clube, ele entregou carta de renúncia ao Conselho Deliberativo e deverá formar chapa de oposição com Marco Aurélio Cunha

Kalil Rocha Abdalla recebeu homenagem de  Marco Aurélio na Câmara Municipal de São Paulo em 2011
Divulgação/Câmara de São Paulo
Kalil Rocha Abdalla recebeu homenagem de Marco Aurélio na Câmara Municipal de São Paulo em 2011

Kalil Rocha Abdalla não é mais diretor jurídico do São Paulo . A carta de renúncia foi entregue aos conselheiros nesta terça-feira. Nela, manifesta intenção de lançar sua candidatura à presidência do clube, nas eleições de abril de 2014. "Achei que não seria ético continuar na diretoria", disse Abdalla.

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Em junho, o dirigente teve uma discussão acalorada com o presidente Juvenal Juvêncio antes da partida contra o Goiás , no Morumbi, quando o São Paulo foi derrotado por 1 a 0. O presidente são-paulino não gostou de saber que Kalil havia procurado Marco Aurélio Cunha, seu rival político, para prestar assistência a um ex-jogador do clube.

Kalil é provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e amigo de Cunha, que, por sua vez, é irmão remido da instituição hospitalar. Desde o mal-estar criado pelo bate-boca com Juvenal, o agora ex-diretor jurídico preparava sua saída. Encorajado por conselheiros, tomou a decisão apenas mais de dois meses depois.

"Presidente, não me sinto à vontade em assumir tal compromisso, continuando como Diretor Jurídico. Por isso, agradecendo o longo convívio e a confiança em mim depositada, coloco à disposição o cargo que honrosamente ocupo", diz trecho da carta, a qual destaca ainda o trabalho de 12 anos realizado desde a gestão de Marcelo portugal Gouvêa.

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Pelo fato de Marco Aurélio Cunha, em entrevista exclusiva ao iG , já ter manifestado intenção de concorrer à presidência do São Paulo na próxima eleição, prevista para abril de 2014, é quase certo que Abdalla deverá chamar o vereador e ex-aliado de Juvenal Juvêncio para compor a chapa de oposição como vice-presidente.

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Sua candidatura se sobrepõe à de Cunha, que entrará na chapa como vice-presidente de futebol. "Sempre disse que, se houvesse algum candidato com maior penetração no Conselho, eu abdicaria da disputa, desde que em companhia dele", falou o vereador e ex-superintendente.

Kalil, que espera ser um nome de consenso para vencer a eleição, não é o primeiro a deixar a diretoria de Juvenal Juvêncio. Quem puxou a fila foi Ricardo Haddad, ex-vice administrativo, cujo cargo ainda está vago. Depois, foi a vez de Dorival Decoussau renunciar à diretoria de comunicação - e ser substituído por Bruno Caetano. Como recebeu a carta de desligamento do diretor jurídico nesta terça-feira, o clube ainda não tem um substituto para a função.

* Com Gazeta Esportiva

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