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Em sua apresentação no São Paulo, zagueiro explica que não tinha espaço no Botafogo, primeiro colocado do Brasileirão, desde que se machucou

Antônio Carlos é apresentado no São Paulo
Miguel Schincariol/Gazeta Press
Antônio Carlos é apresentado no São Paulo

Apresentado nesta segunda-feira no São Paulo , Antônio Carlos foi logo indagado sobre o motivo de ter trocado o Botafogo , líder do Campeonato Brasileiro , pelo São Paulo, penúltimo colocado. O zagueiro de 30 anos não hesitou. Disse que lá não tinha oportunidade desde que se machucou e que o clube paulista representa a melhor oportunidade para chamar a atenção.

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"Tive proposta do Verona, mas achei que, se fosse para lá, poderia encerrar meu ciclo aqui no Brasil. Poderia ficar muito tempo lá, e para voltar depois ficaria complicado. A situação que apareceu do São Paulo foi perfeita. É uma vitrine muito boa. O clube está em um momento difícil, mas vai ter que passar disso. E eu vou estar junto nesse barco", falou.

Antônio Carlos sofreu uma lesão muscular na coxa direita antes da semifinal do primeiro turno carioca e, de lá para cá, não foi aproveitado pelo técnico Oswaldo de Oliveira como imaginava. Ao fazer seis jogos no Brasileiro, pediu para não ir mais a campo, a fim de se transferir a outro time da primeira divisão nacional.

Empresariado por Eduardo Uram, que tem outros atletas no São Paulo, o zagueiro despertou interesse do clube paulista, cuja defesa vive grande carência desde que emprestou Rhodolfo e afastou Lúcio. Por lesão, Paulo Miranda e Edson Silva também não atuam desde a excursão da equipe pelo exterior. Antônio Carlos então consultou os também cariocas Maicon, Negueba e Thiago Carleto e se convenceu.

"Optei por vir para cá, sabia da estrutura do clube, tenho amigos aqui que conheço há muito tempo. É um novo desafio na minha carreira jogar em São Paulo e no São Paulo. Essa nova fase pode ser marcada por superação. A gente sabe que o clube não vive bom momento no campeonato, mas todas as equipes oscilam bastante, e essa fase vai passar", opinou.

Na tarde desta segunda-feira, antes de receber a camisa 4 (que era de Rhodolfo) das mãos do vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, a novidade são-paulina trabalhou em campo com os jogadores suplentes, dentre eles Paulo Miranda, recém-recuperado de contratura na coxa esquerda.

Desde sexta-feira no CT da Barra Funda, o novo zagueiro só não foi relacionado para a viagem a Brasília, onde o time empatou com o Flamengo, porque ainda não havia sido regularizado na CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o que ocorreu nesta segunda.

Sem preferência
Zagueiro pela direita, Antônio Carlos não vê problema se o técnico Paulo Autuori precisar dele eventualmente pelo lado esquerdo da defesa do São Paulo. A fase atual da equipe, ele argumenta, não permite escolhas.

"Já joguei assim. No Brasileiro deste ano, os seis jogos que fiz foram pela esquerda também. Não vou falar que tenho facilidade. Consigo me adequar bem, mas podem me cobrar pelo lado direito. É complicado mudar de posição, mas tenho que estar pronto para ajudar", disse.

*Com Gazeta

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